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Campinas - A empresa chinesa BYD, gigante global especializada em energia limpa, com foco em baterias recarregáveis, veículos elétricos, painéis solares fotovoltaicos, LED, sistemas de armazenamento de energia e TI, inaugurou ontem (6), em Campinas, a sua segunda unidade fabril na cidade.

A fábrica de painéis solares é a primeira no Brasil a oferecer projetos de ecossistema zero. Com investimento de R$ 150 milhões na planta, a empresa está gerando 360 empregos. Em 2015, havia inaugurado a fábrica da linha de produção de chassis de ônibus elétricos. Até então esta unidade realizava apenas a montagem desses veículos. A partir de agora, a BYD também vai nacionalizar a fabricação de chassis de ônibus elétricos, com investimento de R$ 50 milhões e potenciais 161 postos de empregos em até cinco anos.

Renda para cidade

O investimento anunciado, além de incrementar e fomentar a economia de Campinas, gera empregos e renda. "A BYD é uma empresa de alta tecnologia e nossa intenção é trazer o melhor da tecnologia mundial para o Brasil, criando novos empregos, gerando inovação no Brasil", afirma Tyler Li, presidente da BYD Brasil. "A partir de agora podemos entregar a solução completa: sempre que vendermos veículos elétricos, colocaremos na modelagem o sistema de painel solar e armazenamento de energia. E o comprador pagará o investimento no sistema com a economia de sua conta, em 5 a 7 anos. Após esse período, não terá mais custos para gerar sua própria energia", explica Adalberto Maluf, diretor de marketing, novos negócios e sustentabilidade da multinacional.

A unidade terá capacidade de produção de 200 megawatts. Os painéis solares BYD já estão credenciados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na linha de financiamento de máquinas e equipamentos (Finame). "A nossa intenção ao vir para o Brasil é investir no desenvolvimento de novas tecnologias, com inovação e parcerias com as universidades. A gente deve anunciar num futuro próximo uma fábrica de baterias, mas ainda está 100% fechado. A nova fábrica será inaugurada fora de Campinas. Aqui a gente tem a unidade de montagem de baterias para carros elétricos, empilhadeiras e caminhões. A bateria é fabricada na China", explica Adalberto Maluf.

Capacidade instalada

A primeira linha de produção de módulos solares fotovoltaicos está no mesmo complexo industrial da linha de produção de chassis de ônibus elétrico, que foi inaugurada em 2015 e agora passa a ter produção nacionalizada. A capacidade instalada para a unidade, com três turnos de operação, é da ordem de 720 chassis/ano, com incremento crescente de conteúdo local.

"Quando estiverem em operação, os 720 ônibus elétricos representarão uma redução na emissão de poluentes de 81 milhões de toneladas equivalentes de gás carbônico (CO2- gás de efeito estufa), bem como de 8 toneladas de material particulado, 440 toneladas de NOx, 90 toneladas de CO e 13 toneladas de HC, todos poluentes locais que impactam negativamente à saúde das pessoas", afirma Maluf.

Pioneira

A empresa foi primeira a produzir e vender no Brasil ônibus 100% elétrico e também foi a primeira no mundo a produzir um caminhão coletor de lixo 100% elétrico. No país, a BYD também já comercializa carros 100% elétricos para frotas corporativas e táxis, bem como soluções integradas para logística como empilhadeiras elétricas, comerciais leves e caminhões também 100% elétricos. Nos planos para o Brasil, também está investir em Parcerias Público-Privadas (PPP) para novos projetos de monotrilho, área em que a BYD também atua nos mercados globais.

Os painéis solares produzidos no Brasil serão de alta tecnologia, exclusiva e pioneira, a Double Glass. Este modelo aumenta a produção de energia em 7% quando comparado com os módulos tradicionais, traz durabilidade de mais de 50 anos e apresenta menor degradação do produto, de 0,3% contra 0,7%, dos painéis solares com EVA -, além de trazer um produto isento de microfissuras, à prova de granizo e PID free (livre de degradação induzida pelo potencial).

"Traremos ao Brasil, a melhor tecnologia em painéis solares fotovoltaicos disponíveis no mundo. Com a produção local, ajudaremos a consolidar o mercado de geração distribuída. As placas de energia solar tem 50 anos de vida útil. São 30 anos de garantia e depois disso garantimos 70% de consumo de produção", afirma Adalberto Maluf.