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O governador João Doria (PSDB) enviou à Assembleia Legislativa de São Paulo um projeto de lei que autoriza a concessão do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães à iniciativa privada.

Fazem parte do conjunto desportivo o Ginásio do Ibirapuera, o Estádio Ícaro de Castro Mello, o Conjunto Aquático Caio Pompeu de Toledo, o Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro e o Palácio do Judô. Doria apresenta como argumento o fato de o Estado ter perdido espaço no cenário esportivo e cultural.

A gestão do governador alega que a atual estrutura existente tem capacidade para aproximadamente 10 mil pessoas, está obsoleta e não atende aos padrões mínimos internacionais.

Em 2018, segundo a gestão estadual, só 6 mil pessoas, em média, frequentaram o complexo mensalmente. O custo de manutenção é de R$ 18 milhões por ano, enquanto a arrecadação é de aproximadamente R$ 2,5 milhões, um déficit orçamentário aproximado de R$ 15 milhões. A previsão é de que o período da concessão não supere 35 anos. Quem vencer a licitação terá de fazer “a construção, instalação, manutenção e exploração de uma arena multiuso, bem como a construção, reforma, modernização, instalação, manutenção e exploração de outros equipamentos no local”. Deverá ser construída no local uma arena com capacidade para pelo menos 20 mil espectadores.

Essa não é a primeira vez que o governo do Estado tenta entregar o Complexo do Ibirapuera à iniciativa privada. Em 2017, o governador Geraldo Alckmin chegou a lançar um chamamento público Nove empresas se inscreveram e foram aprovadas pelo Governo do Estado para apresentar estudos. A expectativa era de que fossem investidos cerca de R$ 230 milhões em obras de modernização no local.

O ginásio do Ibirapuera teria a capacidade reduzida de 10 mil para sete mil lugares, com poltronas de cinema em 30% dos lugares e sistema de ar-condicionado. A inspiração era o Madison Square Garden, em Nova York. Já o Estádio Ícaro de Castro Mello seria transformado em uma arena multiuso com capacidade para 20 mil pessoas.