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Por mais que estudem e invistam em cursos, os executivos brasileiros não conseguem ter fluência em inglês e menos ainda em outros idiomas, embora o domínio de uma língua estrangeira seja um requisito cada vez mais indispensável para executivos e profissionais das mais diversas áreas.

Segundo pesquisa com 250 executivos brasileiros de multinacionais realizada pela empresa local Foreign Affairs em parceira com a Universidade de Tilburg, da Holanda, o valor médio de investimento total neste tipo de aprendizado, por conta própria, oscila entre R$ 10 mil a R$ 15 mil.

Ainda assim, 53% dos profissionais pesquisados acreditam ter necessidade de aperfeiçoar o conhecimento do idioma. Outro estudo conduzido pela empresa britânica Page Personnel com oito mil profissionais na América Latina indicou que nem metade dos executivos brasileiros têm pleno domínio do inglês: a média nacional de diretores e gerentes fluentes no idioma é de 37%. Nas áreas de carreiras técnicas e de suporte, falar bem inglês é mais raro: apenas 27% dominam a língua.

Apesar de baixo, o índice de fluência entre executivos brasileiros é levemente mais alto do que na Argentina e no Chile, onde 35% dominam inglês, mas muito inferior ao do México, onde 52% dos seus executivos são fluentes. O maior índice de executivos que se comunicam bem em inglês no Brasil está no setor de Serviços e Comércio. Nesta área, pouco mais metade (50,1%) dos profissionais de alta e média gerência dominam o idioma.

A falta de fluência em inglês impacta diretamente na produtividade e no aproveitamento dos talentos. Uma empresa cujos gestores não falam a língua mundial dos negócios tem seu potencial muito limitado.

A oportunidade de mercado para suprir essa necessidade local está atraindo ao país empresas de fora que já perceberam a possibilidade de atuar neste nicho promissor. É o caso da Médialangues, grupo canadense de ensino de idiomas que, após investidas pontuais por aqui, está chegando com força para se fixar no eixo São Paulo-Rio-Brasília.

Ainda que o Brasil disponha de uma profusão de cursos similares, a Médialangues afirma seu diferencial está no fato de ministrar suas aulas à distância, por telefone, com duração e horários que convenham aos inscritos, utilizando recursos de neuroeducação e professores canadenses com formação nas áreas específicas de atuação de seus alunos, sejam elas de negócios, jurídica, publicitária, de contabilidade, engenharia civil e de produção além de outras.

“O Brasil é a nossa porta de entrada na América do Sul”, declarou seu diretor geral, Michel Doré, que está no país para dar a partida no projeto.