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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), sancionou ontem a lei que institui a Política Municipal Sobre Álcool e Outras Drogas. O objetivo da lei é executar ações de prevenção, atenção e reinserção social de usuários de álcool e outras drogas.

Segundo o prefeito, esta é a primeira vez que a capital paulista contará com instrumentos legais claros e eficientes para lidar com um tema delicado e complexo. Entre os passos a serem seguidos de agora em diante está a nova etapa do Programa Redenção, com início imediato, O objetivo do programa, que começou em 2017, é atender aos usuários abusivos de crack e outras drogas que se encontrem em situação de vulnerabilidade ou risco social.

Durante entrevista concedida ontem à imprensa, o prefeito admitiu que um problema crônico de saúde pública não se resolve da noite para o dia. “Precisamos de uma política de médio a longo prazo para que a cidade possa enfrentar esse tema”, destacou Bruno Covas.

Parte do Programa de Metas 2019-2020, anunciado recentemente, o Programa Redenção tem a meta de reduzir em 80% o número de usuários de drogas em logradouros públicos, em quadrilátero específico, na região da Luz e oferecer 600 novas vagas em locais específicos e capacitados para atendimento humanizado em saúde e assistência social para essas pessoas. O orçamento previsto até 2020 para o Redenção é de R$ 276,1 milhões.

“É com o casamento entre as ações das secretarias de Saúde e Assistência Social, e o apoio das pastas de Segurança e Desenvolvimento Econômico que nós teremos as maiores chances de sucesso nessa política pública”, disse o coordenador do programa Redenção, Artur Guerra.

Entre as principais diretrizes desta nova fase do Redenção estão o tratamento, seja por redução de danos ou por abstinência, levando-se em consideração a individualidade e nível da autonomia dos usuários. Será criado o Serviço Integrado de Acolhida Terapêutica (SIAT), com ações integradas de saúde e assistência e social, e reformulação do Programa Operação Trabalho, com ampliação e diversidade da oferta de qualificação profissional, com foco na reinserção social. Com as ações de saúde e assistência e reinserção social oferecidas em locais definidos e determinados, a Prefeitura espera eliminar o fluxo de usuários de crack na região da Cracolândia e em outros logradouros públicos na cidade, um problema que se arrasta há anos.

Balanço

De acordo com a Prefeitura, desde maio 26 de maio de 2017 — quando o Redenção teve início — até o dia 7 de maio deste ano foram realizados na unidade de saúde do Redenção, na praça Princesa Isabel, no centro da capital paulista, 15.874 atendimentos, entre eles 9.723 internações voluntárias em leitos de desintoxicação em hospitais contratados, 370 encaminhamentos para leitos de prontos-socorros e hospitais municipais e gerais, 285 para Centros de Atenção Psicossocial (Caps), 14 para o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) e 545 para a rede de atendimentos sociais.

As equipes do Redenção na Rua, que começaram a atuar na região em 11 de abril de 2018, realizaram, até 7 de maio, 25.334 abordagens, 5.5716 atendimentos médicos, 11.480 atendimentos de enfermagem e 4.958 encaminhamentos para a rede de assistência social.