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O serviço de guincho, guarda e depósito de veículos em Botucatu vai ficar sob responsabilidade da prefeitura. A lei aprovada pelo Legislativo, na semana passada, autoriza a celebração de convênio entre a administração municipal e o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo.

Com isso, os veículos apreendidos por autuações administrativas, que são de responsabilidade do Detran, passarão a ser atendidos pela administração municipal. A implantação de pátios municipalizados foi autorizada por uma portaria do órgão de fevereiro de 2015. Com o convênio firmado, a cidade também vai passar a ser responsável pelos leilões de veículos.

Dessa forma, após a assinatura do documento, que deverá ocorrer ainda este mês, a prefeitura de Botucatu passará a controlar todo serviço de guincho e pátio de recolha de veículos, que são apreendidos irregularmente, e poderá optar por abrir licitações para contratar empresas que possam gerenciar os espaços.

A taxa de liberação dos veículos apreendidos, cobrada pelo Detran, não será alterada – continuará sendo de R$ 13,93.

Diminuição da tarifa

De acordo com o Executivo, o maior benefício desta medida para a população é a redução da atual tarifa cobrada pelo serviço de guincho – de R$ 282,70 por veículo, independentemente do porte – o que sempre foi alvo de críticas por parte da população, uma vez que motos e carros pagam o mesmo preço, já que no caso das motos, um mesmo guincho consegue fazer o transporte de até cinco veículos de em apenas uma única viagem.

“Com a nova lei, nós iremos fixar um valor máximo, que será baseado na tarifa que as empresas cobram para fazer o mesmo serviço para clientes particulares. Nossa expectativa é que o preço do guincho fique bem abaixo do praticado atualmente”, explica o prefeito de Botucatu, Mário Pardini (PSDB).

O superintendente do Detran em Botucatu, Gustavo Reis, destaca outra vantagem da municipalização para os motoristas: a proximidade com o pátio. Com a nova política estabelecida pelo Detran, no caso de não municipalização do serviço, os veículos apreendidos terão que ser levados para um pátio regional mais próximo administrado pelo governo estadual.

“Se o pátio da nossa região fosse fixado em Avaré, por exemplo, o motorista teria, além das taxas fixas por lei, o gasto para trazer o veículo de volta para sua cidade de origem, o que aumentaria ainda mais as despesas para se regularizar”, comenta o superintendente do Detran em Botucatu.