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As áreas rurais do Estado podem ganhar mais segurança e mais agilidade na logística de agronegócio e de outros setores nos próximos meses. A mudança para um cenário mais positivo seria promovida, principalmente, pelo programa Rotas Rurais, anunciado na última semana e que visa o mapeamento das vias.

Para o advogado do Santos Neto Advogados, Gabriel Leutewiler, o mapeamento das estradas rurais facilitaria o trabalho de motoristas que fazem o transporte de produtos agrícolas e melhoraria o escoamento.

“Além disso, ajuda o Estado a manter a segurança das propriedades dessas localidades que, na maior parte das vezes, não têm esse tipo de serviço”, afirma o especialista.

O professor do curso de engenharia da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP) Paulo Lanzarotto também considera que este mapeamento vai ajudar a melhorar a prestação de serviços públicos, como segurança e saúde, nas regiões. Segundo ele, vai ser um passo muito importante para o planejamento estratégico do Estado.

O mapeamentos da vias rurais será feito, segundo o governo do Estado, por meio de um software, via satélite. As informações coletadas vão ser distribuídas tanto para mapas de órgãos estaduais quanto para empresas privadas, como o Google, na ferramenta Maps. Do total de 645 municípios, a projeção é que em pelo menos 300 cidades, o mapeamento aconteça nos próximos 30 meses. O governo estima uma média de 350 mil propriedades rurais beneficiadas no Estado. Farão parte do mapeamento estradas de terra e asfaltadas.

Segundo o advogado especialista em agronegócios do Chamon Santana Advogados (CSA), Guilherme Carramaschi de Araújo Cintra, o programa é uma extensão de iniciativas que começaram ainda na gestão de Geraldo Alckmin, com o melhoramento de estradas rurais.

“Naquela época [durante a gestão Alckmin, de 2011 a 2018] o Estado já estava com objetivos bem alcançados e melhorando o acesso do produtor ao meio urbano”, diz. Ele também considera que o mapeamento das vias vai beneficiar o comércio como um todo.

“O produtor vai receber mercadorias como adubos e equipamentos mais rápido e com um frete menor. A questão de segurança, que é um problema sério nessas regiões, também será melhorada. A polícia militar e guarda florestal terão mais agilidade”, diz. O especialista avalia que fatores como burocracia, custos e falta de tecnologias influenciaram a demora na execução do mapeamento das vias paulistas.