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A Prefeitura de São Paulo e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) realizaram ontem (14) mais uma ação da Operação Comércio Legal de Combate à Pirataria. Dessa vez, em um shopping no bairro do Brás, no Centro da capital paulista.

Dos quatros estabelecimentos vistoriados, apenas um apresentou alvará de funcionamento com a Prefeitura. Toda a mercadoria pirata dos 500 boxes foi apreendida. O estabelecimento com alvará tem o prazo de cinco dias para apresentação de defesa e os outros três foram lacrados.

Com respaldo judicial, a operação contou com o apoio de 150 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e de mais de 100 profissionais que atuam no carregamento dos caminhões, dos quais 40 são da Prefeitura e os demais das marcas envolvidas.

De acordo com o delegado Wagner Carrasco, titular da 1ª Delegacia de Investigações Sobre Propriedade Imaterial (Antipirataria), desde novembro de 2018 já foram retiradas cerca de 36 toneladas de itens irregulares das galerias. “Todos os indivíduos identificados como responsáveis pelos boxes responderão criminalmente por isso.” Os imigrantes que trabalhavam nos boxes receberão atendimento social da Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

A operação

Com o objetivo de combater a pirataria e melhorar a mobilidade em locais de grande concentração de comerciantes ambulantes, a operação já realizous ações de combate à pirataria de tênis, camisetas, relógios, óculos, brinquedos, entre outros itens, que resultaram na apreensão total de cerca de mil toneladas de material pirata ou sem nota fiscal. Na ação anterior, realizada na região da 25 de março, no Centro, foram apreendidos cerca de R$ 150 milhões em relógios.