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A rede municipal de São Paulo terá seu próprio indicador educacional a partir de 2019. O Índice de Desenvolvimento da Educação Paulistana (IDEP) vai considerar os resultados da Prova São Paulo, o nível socioeconômico e a gestão de cada unidade para indicar a proficiência dos estudantes.

O novo indicador para a rede pública paulistana será composto pela avaliação da proficiência dos estudantes do 3º ao 9º anos na Prova São Paulo. Serão consideradas as disciplinas de língua portuguesa, matemática e ciências da natureza.

Atualmente, a Secretaria Municipal de Educação considera como indicador o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), nacional, que é formado a partir dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da taxa de aprovação dos estudantes.

Além da Prova São Paulo, o município vai considerar o nível socioeconômico (Inse) da escola disponibilizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Os indicadores são obtidos a partir dos questionários do Saeb e do Indicador de Complexidade da Gestão (ICG) fornecidos pelo INEP, que calcula o quão complexa é a administração de cada escola.

De acordo com a prefeitura, para que as escolas alcancem a meta proposta pelo índice, deverão seguir um pacote de ações - objetivos para a gestão - preparado pela administração municipal.

O prefeito Bruno Covas destacou o fato de a criação do índice ter sido elaborada em conjunto com a Secretaria de Educação e com os profissionais que trabalham na rede.

“É muito pequeno achar que a educação é apenas responsabilidade do prefeito, ela também é uma responsabilidade compartilhada”, disse Covas durante uma coletiva de imprensa.

Infraestrutura

Segundo a prefeitura, a Secretaria de Educação ouviu mais de 10 mil educadores para eleger a prioridade de atendimento das unidades que receberão reforma nos próximos meses.

Serão investidos R$ 64 milhões em mais de cem escolas da rede municipal, distribuídas em todas as regiões da cidade.

A reforma de unidades escolares está prevista no novo plano de metas da prefeitura para 2019/2020. A previsão é que seja investido um montante de R$ 300 milhões até o próximo ano.

A Secretaria de Educação também investiu R$ 332 mil para entregar novo mobiliário para os refeitórios de 128 Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs). Segundo a prefeitura, os equipamentos não eram trocados desde 2013.

Em conjunto com a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), a gestão vai investir R$ 2,1 milhões na implantação do projeto de compostagem de resíduos orgânicos nas escolas. O projeto prevê a instalação de composteiras em 300 unidades de ensino da rede.

Cultura

A gestão municipal também vai investir R$ 6,5 milhões no programa “Rolê Cultural”, que visa garantir o aluguel de ônibus de transporte para 1150 escolas transportarem seus alunos para atividades culturais na cidade.

A transferência será feita via Programa de Transferência de Recursos Financeiros (PTRF) e cada valor estará destinado para uma atividade específica.