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Começou a caminhar o projeto da Prefeitura de São Paulo de transformar o Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, em um parque suspenso. Uma consulta pública será aberta nesta sexta-feira para ouvir a população sobre o que fazer com o projeto final.

A gestão Bruno Covas (PSDB) publicou ontem, 15, um caderno de 158 páginas com o diagnóstico dos problemas da área e algumas sugestões para resolvê-los. A proposta dá um cronograma de entrega do parque em 25 de novembro do ano que vem. As obras viárias teriam início em 1º de novembro e terminariam em 9 de fevereiro de 2020.

O custo da desativação do complexo viário, instalação do parque e de algumas obras de mitigação dos possíveis impactos foi orçado em R$ 36,3 milhões, mas o valor não inclui obras correlatas, como melhoria de calçadas nas vias do entorno e construção de equipamentos para a população de rua, que também estão previstas no escopo da proposta. Elas seriam feitas com os recursos normais do orçamento da cidade (como, por exemplo, a verba já destinada às calçadas).

O material publicado ontem não traz o esboço do projeto do parque. É, segundo a Prefeitura, um material de apoio para todos aqueles que estejam interessados no tema – inclusive quem é contra a ideia – ficarem a par dos problemas projetados e procurarem maneiras de resolvê-los.

Diagnóstico

Os impactos previstos são significativos: na Rua Amaral Gurgel, abaixo do elevado, por exemplo, há previsão de que a velocidade média dos carros na parte da manhã caia de 42,8 km/h para 27,3 km/h, embora o impacto para a cidade seja quase nulo, segundo o estudo – uma redução de uma média de 21 km/h para 20,9 km/h.

O diagnóstico pede reprogramação no tempo dos semáforos, deixando-os sincronizados, em uma área que vai do redor do elevado até as Avenida Paulista, Sumaré e Brasil. Sugere ainda a desativação da ligação do elevado com a Rua da Consolação e o alargamento da Avenida General Olímpio da Silveira, continuação da Avenida São João.

A proposta prevê que o Parque Minhocão terá ao menos uma base comunitária funcionando 24 horas por dia, com dois guardas e duas motocicletas percorrendo a extensão do complexo. “O diagnóstico traz o cenário caso não seja adotada nenhuma medida para mitigar os impactos”, diz o secretário municipal de Licenciamento e Urbanismo, Fernando ChucreChucre. A população tem até 14 de junho para dar sugestões, no site da Prefeitura. O projeto final deverá ser formulado e apresentado no mês de dezembro.