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As pequenas empresas de Campinas (SP), que têm até quatro funcionários, foram as responsáveis pela maior parte das vagas de empregos geradas no varejo entre os meses de janeiro e agosto deste ano. Ao todo, foram 731 novos postos de trabalho durante este período, sendo 356 deles somente nos supermercados.

Os dados são de levantamento realizado pelo SindiVarejista de Campinas e Região em parceria com Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). De acordo com a sondagem, quase todas as demais categorias de empresas varejistas registraram um saldo negativo.

As empresas que possuem de 5 a 9 funcionários fecharam 804 postos de trabalho. Em seguida, estão as empresas com até 19 empregados que eliminaram 617 vagas. Já as companhias com quadro de 20 a 49 funcionários fecharam 521 vagas. As de 50 a 99 extinguiram 126 postos de trabalho e as empresas de 250 a 499 fecharam 299 vagas de emprego.

Varejistas

Além das pequenas empresas, somente as companhias varejistas com quadro de 100 a 129 colaboradores mantiveram saldo positivo de 82 vagas. Já, as que tem de 599 a 999 criaram 11 postos de trabalho.

A presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, disse que as pequenas empresas amenizaram um resultado que poderia ser ainda pior. De janeiro a agosto deste ano, o saldo de empregos no varejo foi negativo com o fechamento de 1.543 postos de trabalho.

“Em momentos com saldo positivo de vagas e demissões, estes estabelecimentos potencializam a geração de vínculos e amenizam o impacto na economia e na sociedade”, afirma a presidente da entidade. Na avaliação de Sanae, o pequeno varejo tem características próprias e por estarem normalmente localizados em bairros contam com mais proximidade e fidelidade de clientes.

“Mesmo num momento de retração do emprego, os pequenos estabelecimentos, por características intrínsecas ao seu tamanho, têm menos capacidade de subsistir diminuindo o quadro funcional”, explica. “Portanto, aqueles que mantêm portas abertas possuem mais estabilidade de vagas”, acrescenta Sanae. Os dados apontam que entre as empresas com até quatro funcionários, além do setor de supermercados, geraram vagas as lojas de eletrodomésticos e eletrônicos (92), materiais de construção (79), seguidos de farmácias e perfumarias (78).

Já a eliminação de vagas de colaboradores ocorreu nos setores de lojas de vestuário, com demissão de 855 funcionários, lojas de materiais de construção, menos 230 vagas.

Saldo

No balanço de 12 meses, no saldo acumulado de setembro de 2017 a agosto de 2018, há uma extinção de 660 postos de trabalho no varejo local, considerando apenas os estabelecimentos com até quatro trabalhadores em seu quadro funcional, o saldo é positivo em 1.362 novos vínculos trabalhistas formais. No acumulado dos demais extratos empresariais a perda é de 2.022 empregados celetistas.

Atualmente, compõem a base do SindiVarejista de Campinas e região os municípios de Águas de São Pedro, Americana, Araras, Artur Nogueira, Campinas, Capivari, Charqueada, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Indaiatuba, Iracemápolis, Leme, Limeira, Mombuca, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Piracicaba, Rafard, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Bárbara d'Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Maria da Serra, São Pedro, Sumaré e Valinhos.