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Campinas - Pesquisa inédita realizada pelo grupo La Torre Marketing Associados em parceria com a Diretoria de Turismo da Prefeitura de Campinas e o Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, traçou um comportamento dos consumidores no mercado gastronômico do município

O setor de restaurantes responde por 5,5% do número total de estabelecimentos em atividade registrados na cidade de Campinas, de acordo com o último levantamento da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho. São, ao todo, 5.200 estabelecimentos que geram 35 mil empregos formais. No entanto, pouco se conhecia, até então, sobre o comportamento do público que movimenta o segmento gastronômico nas cidades da região.

O levantamento foi realizado em janeiro e fevereiro, coletando ao todo respostas de 652 pessoas, com 187 estabelecimentos indicados e 71 tópicos de consumo analisados o que permitiu que na maioria dos tópicos analisados a pesquisa conquistasse um índice de confiança de 90%, com margem de erro de até 8%.

Classes sociais

O diretor do grupo La Torre Marketing Associados, Thiago La Torre, disse que alguns dados revelados na pesquisa são surpreendentes. "O mais surpreendente é a pouca diferença de consumo entre as classes. O empresário campineiro tem muita aceitação de querer focar na classe A e na classe B e, quando você vai ver os dados na prática, o hábito de consumo do campineiro das classes A, B e C para os restaurantes de alta gastronomia, é praticamente o mesmo, então existe essa falsa ilusão de que é necessário focar na classe A."

Segundo o levantamento, 24% frequentam restaurantes duas vezes, em média, por mês. Os que frequentam os estabelecimentos uma vez por mês, em média, são 23%, seguido por 3 a 4 vezes no mês também em 23%. "A classe D é uma das mais interessantes porque é a única que se destaca do resto. As classes A, B e C fazem mais ou menos as mesmas coisas. Eles tem três a quatro restaurantes de fidelidade e vão algumas vezes ao mês. A classe D, vai menos vezes no ano, mas por isso pesquisa bem mais e é normalmente desconsiderada pelo público da alta gastronomia."

Quando perguntado se busca ativamente conhecer novos estabelecimentos de gastronomia, a grande maioria dos entrevistados, ou seja, 84%, disse que sim, enquanto 18% disse não. No item quantos estabelecimentos de gastronomia você costuma frequentar, 43% disseram de 3 a 4 estabelecimentos; 27% costuma sair de casa para ir de um a dois, 14% costuma ir de 5 a 6, 12% mais de 8 e somente 4% de 7 a 8 restaurantes de alta gastronomia.

A pesquisa também quis saber qual o principal meio usado para descobrir novos estabelecimentos de gastronomia nas cidades da região. Para 56%, a recomendação é a melhor forma. Para 14%, o meio mais utilizado é através de postagens de amigos em redes sociais, 10% através de anúncios on-line, 10% em artigos de blogs e sites, 8% em artigos de jornais e revistas e 2% através de mídias tradicionais.

Quando perguntado qual a principal razão que te faz ir a um novo estabelecimento de gastronomia, 38% dos que responderam à pesquisa disse que vão pela novidade e exclusividade, 28% pelas boas avaliações on-line, 19% a convite de amigos, 12% por promoções e descontos, 2% pela publicidade local e 1% por conta de eventos.

O levantamento também quis saber quanto ao gasto médio das pessoas que frequentam o setor gastronômico. Segundo 47% das respostas, o ticket médio gasto é de até R$ 100,00 por pessoa. 44% dos entrevistados dizem gastar até R$ 150,00, enquanto 4% até R$ 50,00 por pessoa, 3% até R$ 200,00 e 2% mais de R$ 200,00. "As classes A, B e C ficam principalmente na faixa de gasto de R$150,00 e a classe D baixa para R$ 100,00", comenta.