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A prefeitura de São Paulo anunciou que a próxima Virada Cultural deve ser a maior na história do evento, digna de entrar para livro dos recordes. O evento, chamado de “Virada das Multidões”, será realizado entre os dias 18 e 19 de maio e foram investidos R$ 18,840 milhões, tornando-se a mais cara dentre as 15 edições.

Desse montante, R$ 10 milhões pagaram os cachês dos artistas e quase R$ 8 milhões foram para infraestrutura. Ao todo, serão 250 pontos de espetáculos com 1,2 mil atrações distribuídas em 32 subprefeituras. “Queremos acabar com a disputa entre Virada no centro e Virada descentralizada. A Virada é para todos”, disse o prefeito Bruno Covas.

A projeção de público pode dar uma dimensão melhor do que devem se tornar as ruas de São Paulo no final de semana da Virada. Enquanto a edição de 2018 atraiu 1,6 milhão de pessoas, 2019 pode ter cinco milhões nas ruas, o que seria uma marca inédita. A maior novidade geográfica é a inclusão da Avenida Paulista como perímetro cultural, com equipamentos como Itaú Cultural, Instituto Moreira Salles, Japan House e Masp abertos 24 horas e sem cobrar entrada. Além de atrações de massa, como Anitta, Anavitória, Maria Rita, Caetano Veloso, Pablo Vittar e Grande Encontro (Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo), dois novos palcos devem atrair multidões: o sertanejo, na Luz, terá Naiara Azevedo, Marcos & Belutti, Victor & Diogo e Roberta Miranda. Outro espaço reformulado é o palco da música gospel, que migrou para a Praça da Sé. “São Paulo se acostumou aos grandes eventos. Acabamos de fazer o maior carnaval da história”, disse o secretário de Cultura, Alê Youssef. “

Multidões são boas para o Guinness Book, mas podem trazer problemas do mesmo tamanho. Um retrospecto mostra que, quanto mais público nas Viradas, mais as pessoas ficam vulneráveis a crimes. Em 2007, a Virada mais do que dobrou o público ante 2006. Mas, na ocasião, fãs do grupo Racionais MC’s entraram em confronto com a polícia às 5h. A edição de 2013 foi uma das mais violentas da história, quando quatro milhões de pessoas foram às ruas. Porém, Youssef disse que “quanto mais gente nas ruas, mais segura a Virada vai ser.”