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SÃO PAULO - Acompanhado pelo secretário estadual da Habitação, Marcos Penido, o príncipe Harry, do Reino Unido, visitou ontem a comunidade do bairro Cota 200, um dos núcleos reurbanizados do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar e Sistema de Mosaicos da Mata. Criado pelo governo do estado, esse programa tem como objetivo realocar moradores dos chamados bairros Cota, localizados em áreas de preservação ambiental ou de riscos nas encostas da serra, quando da construção da Rodovia Anchieta, em Cubatão, na década de 40. Cerca de 5.600 famílias foram beneficiadas com novas moradias e obras de reurbanização.

O príncipe Harry começou sua visita pelo mirante do bairro Cota 200, onde recebeu do assessor de planejamento da CDHU, Eduardo Trani, e da líder comunitária Ester Micena as primeiras explicações sobre o Programa da Serra do Mar. Depois de apreciar a vista da Baixada Santista e tirar fotos com as crianças da comunidade, o príncipe seguiu a pé para conhecer mais de perto os projetos sociais desenvolvidos no local. Sempre seguido por dezenas de moradores, ele atravessou uma ponte que foi enfeitada com tecidos especialmente para recepcioná-lo. Os adornos tinham as mesmas estampas daquelas usadas para decorar casas e equipamentos públicos locais e que são criadas no Projeto Arte nas Cotas, que tem por objetivo estimular o aprendizado artístico e deixar o bairro mais colorido e alegre.

Na segunda parada, o príncipe acompanhou uma aula de culinária a céu aberto ministrada pelo Chef David Hertz para integrantes do Nesdel, que capacita moradores para gastronomia e estimula o empreendedorismo. O príncipe chegou a provar duas vezes os pratos criados - caponata à base de casca e de coração de banana. Em seguida, pintou a parede de uma casa usando a técnica do estêncil. Harry então foi presenteado com uma bandeira com temas ingleses, também pintada pelos moradores. Sob um forte sol, a visita terminou com o príncipe plantando uma muda de manacá da serra em uma área de proteção ambiental. Outras 25 árvores também foram plantadas pelas crianças. Cada árvore foi identificada com uma placa trazendo o nome de quem a plantou, a espécie e a data.

Considerado o maior projeto com perfil socioambiental em implantação no País, teve investimentos de R$ 1,07 bilhão, sendo R$ 702 milhões do estado e R$ 369,36 milhões do Banco Interamericano (BID).