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A produção de petróleo e gás está se fortalecendo no Estado. Desde 2007, com a descoberta do polígono do pré-sal, São Paulo saltou da sétima para a segunda posição no ranking da produção nacional.

A informação faz parte do boletim Ensaio e Conjuntura da Fundação Seade (vinculada à Secretaria de Governo), divulgado na última sexta. Contribuíram para essa expansão os campos do pré-sal localizados nas Bacias de Campos e Santos.

Em 2018, o Estado produziu 161,3 milhões de barris equivalentes de petróleo, ou seja, 13% da produção nacional.

Segundo dados divulgados pela Fundação, em decorrência da maior produção petrolífera, as exportações de óleos brutos de petróleo chegaram a quase US$ 4,5 bilhões, representando cerca de 18% das exportações brasileiras de óleo bruto de petróleo (US$ 25,1 bilhões) e 8,6% do valor total exportado pelo Estado (US$ 52,3 bilhões). Tal resultado coloca esse produto na primeira posição na pauta de exportação paulista, em 2018, lembrando que, em 2008, ele respondia por apenas 1,5% desse total, ou seja, US$ 858,5 milhões, não figurando entre os principais bens exportados por São Paulo.

Em termos da arrecadação fiscal, em 2018, o Estado de São Paulo e seus municípios beneficiados receberam aproximadamente R$ 3,9 bilhões, sendo R$ 1,9 bilhão em royalties e R$ 2,0 bilhões em participações especiais, representando crescimento próximo a 65% em relação a 2017.

No caso das participações especiais, houve quase uma duplicação nos valores recebidos nesse mesmo período, explicada pelo pagamento incidente sobre os campos de alta produtividade do pré-sal da Bacia de Santos (Lapa e Sapinhoá), informa o boletim.

Considerando o valor total de arrecadação dos royalties e das participações especiais (R$ 1,5 bilhão) distribuídos nos 109 municípios paulistas beneficiados, em 2018, apenas três (Ilhabela, São Sebastião e Caraguatatuba) receberam 65,7% (R$ 1,01 bilhão). Lidera essa lista Ilhabela, que arrecadou R$ 751,6 milhões, ou seja, praticamente a metade do total das participações governamentais. De acordo com a Fundação Seade, o potencial da exploração de petróleo e gás natural paulista é inegável. Coloca-se, no entanto, como desafio para o Estado de São Paulo a construção de uma agenda capaz de induzir e dinamizar sua economia para além das atividades de extração./Agências