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São Paulo - A Prefeitura de São Paulo anunciou que a Prova São Paulo, que avalia o ensino na rede municipal, voltará a ser aplicada para os alunos do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A medida havia sido extinta na gestão anterior, em 2013.

A prova, que tem por objetivo avaliar o processo de aprendizagem dos alunos e a evolução de ensino da rede para posteriores ajustes pedagógicos, será aplicada novamente entre os dias 18 e 20 de outubro para os mais de 230 mil alunos do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental das escolas da rede municipal. Serão questões de Matemática, Língua Portuguesa e Ciências da Natureza, além de redação. Já os alunos do Ensino Médio, presente em oito escolas da rede, não realizam a prova, uma vez que praticaram nos dias 3, 4 e 5 deste mês, simulados para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que avalia o rendimento desse grupo.

"Percebemos que a avaliação externa é importante para que a Prefeitura saiba como está a rede para desenhar políticas públicas educacionais e para as escolas poderem ter mais um instrumento de diagnóstico para adotar melhorias no ensino", afirma o secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider. Ele explica que a avaliação pessoal de cada aluno é essencial. "Os professores no início do ano terão os resultados de cada um dos seus alunos, com isso poderão ajudar a saber os alunos que precisam mais de atenção e aqueles que precisam ir para reforço escolar. Para a secretaria, poderemos ver quais escolas precisam de mais apoio pedagógico", disse.

Além desta avaliação, a Secretaria Municipal de Educação acaba de lançar a Provinha São Paulo, que tem como foco a avaliação do processo de alfabetização, voltada para os 50 mil alunos do 2º ano do Ensino Fundamental, entre os dias 18 e 19 deste mês. Serão avaliadas as disciplinas de Linguagem e Matemática. "Uma das nossas metas é a alfabetização até o 2º ano, a meta nacional é até o 3º ano. Precisamos ver a linha de base que estamos saindo para acompanhar os alunos que ainda não estão alfabetizados".

Histórico

A prova, criada em 2007 pela gestão de gestão José Serra-Gilberto Kassab, foi extinta em 2013 pela gestão de Fernando Haddad. Na época, o então prefeito alegou não haver a necessidade de aplicação da prova, uma vez que o Governo Federal já aplica a Prova Brasil, nas escolas de todo o país. Para Schneider, em comparação com a gestão anterior, não se pode compara uma prova com a outra. "Uma prova não substituiu a outra. A Brasil avalia sistemas, ela não entrega o resultado por aluno. Na São Paulo, os resultados serão entregues em dezembro, a Brasil demora meses para ser entregue, não servindo para o planejamento das escolas, mas, sim, das redes".

Além disso, o custo da aplicação da prova, foi outro fator determinante alegado para a suspensão na antiga gestão. Na última edição da prova, em 2012, a mesma custou R$ 6 milhões para a prefeitura. Em contrapartida, o atual secretário afirma que essa edição está mais barata que a anterior, com uma redução de quase 50% do valor. Agora, a prova custará R$ 3,9 milhões. Também deixa claro que não se pode anular medidas por conta de valores, quando se fala em educação. "Essa avaliação não é um fim, é um meio pra que a gente possa adotar melhores políticas públicas. Não se pode mensurar nesse assunto."