Publicado em

O município de São Bernardo do Campo será o primeiro a sediar um Centro de Operações Integradas de Combate ao Crime (COICC) no Estado. A iniciativa prevê que as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), a Defesa Civil e Guarda Civil Metropolitana trabalhem em cooperação e reunidas no mesmo local.

A criação da unidade em São Bernardo está entre as 17 iniciativas anunciadas pelo governador João Doria (PSDB) para todo o Estado. O COICC deve ocupar o prédio em que está alocada a administração da Secretaria de Desenvolvimento Social da cidade, que vai ser transferida para outro espaço. A previsão do governo é que o centro seja inaugurado em junho deste ano.

O prefeito do município, Orlando Morando (PSDB), diz que a escolha da cidade para ser a primeira sede do centro foi técnica. “São Bernardo é a maior cidade da região do ABC em termos econômicos, populacionais e geográficos. Além disso, a é próxima do litoral e também da capital, o que facilita o deslocamento e atendimento”, afirma.

Fazer com que as principais entidades de segurança discutam estratégias de investigação e execução em um mesmo polo é o principal benefício da iniciativa, segundo o prefeito. “Todos os problemas que a cidade enfrenta, como crime organizado, vandalismo e distúrbios sociais, como festas ilegais, serão combatidos mais facilmente”, diz.

Morando acredita que o desafio de juntar as polícias sempre existiu. No entanto, ele explica que a nova gestão de governo está determinada em mudar esta concepção e iniciar o novo modelo e trazer mais segurança e eficiência para a população.

Além de disponibilizar o prédio, a prefeitura vai auxiliar nas adequações do local. Segundo o prefeito, os Batalhões da Polícia Militar do Estado de São Paulo (BAEP) e o DEIC, que estarão na integração, vão contribuir com equipamentos e mais policiais. A projeção de Morando é que, com o COICC, 200 novos policiais militares estejam atuando até o final do ano.

A expansão de unidades para outras cidades vai depender da estrutura oferecida pelas prefeituras, como a disponibilidade de prédios informou o governo do Estado de São Paulo em nota.