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Estudo elaborado pela Fundação Seade, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, no Estado de São Paulo no 2º trimestre de 2019, indica que foram gerados 74.453 postos de trabalho no período.

O resultado leva em consideração 1.250.041 admissões e 1.175.588 desligamentos em todo o Estado. Nesse período, o estoque de 12.102.133 empregos formais de São Paulo representava 31,2% do total de empregos em todo o Brasil.

No mesmo período, na região metropolitana de São Paulo – que detém 52,5% do total dos empregos formais do Estado –, o nível de emprego subiu em 25.282 postos (com 652.608 admissões e 627.326 desligamentos).

As ocupações com maiores saldos positivos entre admissões e demissões foram: trabalhador no cultivo de árvores frutíferas (25.510); motorista de caminhão –rotas regionais e internacionais – (7.937); tratorista agrícola (6.170), faxineiro (5.485) e alimentador de linha de produção (5.396).

Esta é a primeira vez que a Fundação Seade divulga novos estudos sobre mercado de trabalho sem a participação do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e com base nos dados do Caged e da Pnad.

Órgão ligado ao governo do Estado de São Paulo, a Fundação Seade encerrou um acordo de 35 anos com o Dieese em julho para a realização mensal da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na região metropolitana de São Paulo. Em comunicado oficial, o Seade afirmou que a PED foi encerrada devido à reformulação das pesquisas domiciliares realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento começou a ser feito mensalmente a partir de 1984, quando a País passava por uma grave crise econômica e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) realizada pelo IBGE não trazia indicadores específicos para cada estado.

“A atuação conjunta do governo e da sociedade civil – experiência pioneira na produção de dados no País – objetivou garantir a democratização da disseminação das informações e a produção de indicadores mais adequados para analisar a evolução do mercado de trabalho”, afirma o Dieese sobre a criação da PED.