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São Paulo assinou um acordo se comprometendo a conservar suas florestas, junto com outras 44 cidades de todo o mundo. Campinas, no interior paulista, também está na lista de participantes do programa.

Os municípios participantes da Cities4Forests devem reduzir o desmatamento, restaurar florestas e cuidar de áreas verdes que estão dentro e fora dos limites da cidade. Conscientizar a população sobre os benefícios que as árvores fornecem, utilizar as florestas para alcançar metas climáticas e implementar novas políticas locais também estão entre os objetivos.

“Quanto mais aprendemos sobre como as árvores interagem com a atmosfera, mais percebemos como as florestas influenciam o clima em escala local e global. As florestas são uma importante fonte de resiliência climática e estabilidade para as pessoas, não importa onde vivamos”, comentou Frances Seymour, membro sênior do World Resources Institute, órgão responsável pelo programa, por meio de nota à imprensa.

A Cities4Forests foi lançada na Cúpula Mundial de Ação Climática, realizada em São Francisco, nos EUA. Conduzida pelo World Resources Institute, pelo Pilot Projects e pela agência REVOLVE, o comprometimento se dá em três níveis diferentes: florestas internas, próximas e distantes.

As florestas internas são aquelas formadas por árvores dentro das cidades, que geralmente ficam em parques, avenidas e pátios. Já as florestas próximas são aquelas que estão nas bacias hidrográficas ao redor das cidades.

Como o acordo é de âmbito global, as florestas distantes são as localizadas nos trópicos, como é o caso do Brasil. Elas capturam carbono, auxiliando no combate a mudança climática.

“A maioria das pessoas desconhece que as cidades têm impactos invisíveis em florestas distantes de onde vivem. As commodities que consumimos – madeira, papel, óleo de palma, carne bovina, soja – podem ser responsáveis pela destruição de florestas”, acrescentou Seymour.

As cidades que se comprometeram devem apresentar resultados em pelo menos um nível até 2020, dois até 2022 e todos os três até 2025. Em troca, as organizações responsáveis pelo acordo vão oferecer assistência técnica para medir a cobertura florestal, além de consultoria sobre procura de financiamento para proteger bacias hidrográficas ou restaurar áreas degradadas.

Plano de conservação

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) lançou no início de 2018 o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de São Paulo (PMMA).

O estudo mostra que 30,4% do território paulistano ainda é coberto pela Mata Atlântica. A área de 45,9 mil hectares de vegetação é equivalente aos municípios de São Bernardo do Campo, São Caetano e Diadema juntos.

Integrado ao Plano Diretor Estatégico (PDE), o PMMA aponta ações prioritárias e áreas para a conservação, manejo, fiscalização e recuperação da vegetação nativa e da biodiversidade, tendo como base o mapeamento de remanescentes em São Paulo.

O uso sustentável dos recursos naturais, o fomento à educação ambiental, a gestão integrada de resíduos sólidos, o ecoturismo e a pesquisa científica também são ações contidas no Plano.

Campinas, que também está entre as cidades comprometidas com a conservação de florestas, tem o Plano Municipal do Verde (PMV) para nortear e unificar diretrizes voltadas às áreas verdes.