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Foram registradas no estado de São Paulo 1.205 mortes no trânsito nos primeiros três meses do ano. O balanço foi divulgado ontem (22) pelo Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga). O número representa ligeira queda de 0,6% comparado às 1.212 mortes ocorridas entre janeiro e março de 2018.

A maior redução foi do atropelamento de pedestres. No primeiro trimestre deste ano foram registrados 289 mortes, 15,4% a menos do que as 338 registradas no mesmo período de 2018. Houve uma alta de 12,8% nas vítimas de acidentes entre automóveis, saindo de 275 fatalidades no ano passado para 310 em 2019. As mortes de motociclistas também cresceram, de janeiro a março deste ano com 439 ocorrências, representando 5,8% da 415 registradas no ano passado.

Na comparação com os três primeiros meses de 2015, início da série histórica do Infosiga SP, a redução é de 24,5% (1.597 óbitos). Em março, foram registradas 429 ocorrências, queda de 4% na comparação com março de 2018 (447 casos).

As maiores quedas de acidentes fatais aconteceram nas regiões de Itapeva, com 30%, Ribeirão Preto, com 26%, e Franca com baixa de 25%. Já as altas mais significativas ocorreram nas regiões de Barretos, com 42% a mais e Araçatuba 37%. Na região metropolitana da capital houve um crescimento de 3% nas mortes por trânsito, totalizando 416 casos no trimestre.

Entre os acidentes em que foi possível identificar com precisão o local e o tipo da ocorrência, a maior parte aconteceu nas próprias vias municipais, em torno de 57,1%, enquanto 42,9% dos casos ocorreram em rodovias.

Perfil

A maioria das vítimas dos acidentes é homem, em torno de 80,7% e condutor do veículo, 57,9%. O período da noite concentra aproximadamente 49% das ocorrências em todo o Estado de São Paulo com 48,5% fatalidades. Paralelamente à queda no número de vítimas pedestres, entre janeiro e março de 2019, outros modais ganharam impulso, como motociclista, que registrou 439 casos em 2019 ante 415 no mesmo período de 2018, e ciclista, que aparecem em 4º lugar nas estatísticas, com 93 ocorrências em 2019, 6,9% a mais que 2018.