Publicado em

A capital paulista enfrentou ontem (21) trânsito 25% acima do limite histórico da cidade. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 153 quilômetros de lentidão na manhã do primeiro dia útil pós feriado prolongado.

Mesmo todas as regiões enfrentado condições ruins, a Prefeitura de São Paulo esperava resultados ainda piores como reflexo do bloqueio da pista expressa da Marginal Pinheiros, por conta do viaduto que cedeu no dia 15 de novembro. “A nossa expectativa era que ficasse 30% acima do limite. Não chegou nessa expectativa”, comentou o prefeito Bruno Covas (PSDB).

De acordo com ele, o trabalho dos técnicos da CET e da Secretaria de Mobilidade e Transportes ao longo desses dias, como as intervenções na Marginal Pinheiros, e a colaboração da população que procurou por rotas alternativas fizeram com que o trânsito não alcançasse a expectativa da administração.

Covas afirmou também que, das dez intervenções para poder aumentar a quantidade de ligações entre a pista expressa e local, já foram feitas quatro. A ação permitiu liberar dez dos 15 quilômetros da Marginal expressa.

A expectativa é que a cidade ainda enfrente trânsito acima da média, mas os gráficos já mostram uma tendência de queda.

“A gente segue analisando o trânsito, segue verificando a tendência dele e, a todo momento, a equipe técnica da CET está reunida para fazer outras operações para poder aliviar, caso seja necessário rever as operações que já estão em curso”, disse o prefeito.

Reuniões

Ontem (21), o Comitê de Crise se reuniu com aplicativos de transporte urbano para fazer ações conjuntas, de modo a incentivar as pessoas a deixarem o carro em casa e reduzir ainda mais o trânsito na cidade.

Além disso, Bruno Covas teve uma reunião com o Tribunal de Contas do Município (TCM) para verificar se é possível contratar, de forma emergencial, uma empresa para fazer os laudos estruturais de todas as 185 pontes e viadutos da capital.

Sobre recursos, o prefeito afirmou ter o necessário em caixa para essa operação. No entanto, se o valor for muito alto, a administração municipal buscará ajuda com o Governo do Estado e também com o Governo Federal.