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Uma paralisação parcial de funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atuam na cidade de São Paulo ocorreu nesta segunda-feira, 1º. A categoria é contra o Plano de Descentralização do serviço anunciado pela Secretaria Municipal da Saúde, que propõe expansão do serviço de 58 para 75 pontos, com extinção de 31 bases.

A pasta diz que a mobilização é ilegal e que "já tomou as medidas jurídicas cabíveis". Vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), João Gabriel Buonavita diz que o objetivo do ato é garantir o atendimento de qualidade à população. Ele afirma que o serviço não será interrompido durante a mobilização

"A nossa preocupação é com as vidas. Com essa mudança, vamos ter equipes em regiões afastadas e de difícil acesso, em ruas estreitas e com circulação constante de pedestres, como acontece nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). As ambulâncias precisam de agilidade."

Buonavita diz que não são todas as unidades que têm estrutura para receber as equipes do Samu. "Muitas não têm espaço para higienização dos materiais e troca de roupa, porque é muito comum que os socorristas se sujem com sangue e secreções durante atendimento. As unidades não foram preparadas para isso."

A categoria fez uma assembleia para definir os rumos da mobilização. "A nossa orientação é para que se mantenha, no mínimo, 30% do efetivo. Vamos dialogar sobre a situação e a continuidade do movimento. A gente espera que o prefeito Bruno Covas e o secretário (municipal da Saúde) reconsiderem a medida." A categoria conta com cerca de 1.600 trabalhadores, segundo o sindicato.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde classificou o ato como "ilegal" e disse que "não medirá esforços para responsabilizar o sindicato e eventuais grevistas por qualquer dano causado à sociedade em função dessa paralisação." A secretaria informou que o objetivo do Plano de Descentralização é "melhorar o atendimento à população, colocando mais funcionários na escala de serviço do Samu e, consequentemente, aumentando o número de ambulâncias rodando para atender as ocorrências".