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O segmento de varejo alimentar no estado fechou 7.208 postos de trabalho em janeiro deste ano, o pior resultado para o mês desde 2015, quando foram registradas 8.591 demissões, informou a Associação Paulista de Supermercados (Apas).

Segundo a entidade, janeiro é tradicionalmente o mês com maior índice de desligamentos no ano e o primeiro mês de 2019 não fugiu à regra.

Apesar do resultado, a expectativa da Apas para o ano de 2019 é otimista em relação à criação líquida positiva de nove mil vagas, número superior aos resultados de 2017 (8.592) e também de 2018 (5.133).

Para o economista da Apas, Thiago Berka, ao fazer uma análise por canal, é possível notar que a geração negativa dos supermercados e hipermercados foi de 5.370 pessoas, quase 700 desligamentos a menos que em janeiro do ano passado. “O volume é ainda menor que nos anos de crise forte, de 2014 a 2016, ficando bem próximo de períodos bons como 2011, o que é um ótimo sinal”, comentou em nota.

Ele reforça que o otimismo do setor é maior ainda no canal, que começa a superar as dificuldades e se adapta ao novo consumidor e cenário de renda do brasileiro

Porte

Já os minimercados e mercearias fecharam 519 vagas em janeiro, o pior desempenho desde 2015. Entretanto, o número corresponde a quase metade dos demitidos nos anos de crise (2014 e 2015).

Já nos atacados e atacarejos puxaram o índice de emprego para cima, gerando o alto número de desligamentos. Em janeiro de 2019, o segmento teve o pior resultado desde 2010 (quando foi iniciada a série histórica), com 1.190 demissões, mais do que o dobro do mesmo período do ano passado.

“Uma das explicações para este número tão alto [de demissões] está no reforço que os atacarejos realizaram para suas operações de Natal, uma vez que precisam logo desligar para manter seus custos operacionais baixos. Outro ponto se refere aos atacados, que vêm sofrendo continuamente com perdas de receita e são mais agressivos em cortes sazonais”, comentou Berka na nota.

No ranking dos dez municípios paulistas com maior número de demissões em janeiro de 2019, a cidade de São Paulo foi a líder com 1.791 desligamentos. /Agências