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O urbanismo da Chácara Santo Antônio e da Avenida Chucri Zaidan, na zona sul da capital, vai se intensificar nos próximos anos. A região, com grande potencial de crescimento, receberá 186 mil metros quadrados (m²) em novos empreendimentos comerciais até o ano de 2023.

A conclusão é de um estudo da Cushman & Wakefield, empresa de serviços imobiliários corporativos, que apurou os dados referentes às mudanças nessas duas regiões ao longo dos últimos dez anos. “A Chucri Zaidan aumentou em 170 mil m² em 2015, o maior investimento desde os 95 mil m² na Faria Lima em 2012. É impressionante, por se tratar de uma época de crise”, diz o líder de pesquisa e inteligência de mercado na América do Sul da Cushman & Wakefield, Jadson Mender Andrade.

O executivo lembra que a avenida possuía uma taxa de vacância (relação entre áreas disponíveis e a área total construída) de 19,9% em 2013, em meio à crise econômica, cresceu para 42,8% em 2016 e neste ano está em torno de 26,7%.

O outro local que foi apontado pelo estudo com grandes possibilidades de crescimento foi a Chácara Santo Antônio, que recebeu poucos metros quadrados de investimentos entre 2008 e 2012. Segundo Andrade, o resgate econômico aconteceu em 2017, e um ano depois foi a confirmação dessa retomada para o mercado corporativo. O melhor resultado obtido pela região nos últimos anos foi em 2018, que aumentou 62 mil m² a área construída, e no fim do mesmo ano apontou uma vacância de 52%.

“Já possuímos estudos internos de clientes que procuram a região há pelo menos cinco anos. Mas por causa da crise econômica e política não começaram a investir”, aponta Andrade. De acordo com ele, agora a região precisa de algo que consolide essa retomada econômica, como uma ciclovia, além de concluir a obra o monotrilho da Linha 17- Ouro.

“São regiões que possuem terrenos para se desenvolver, oferecendo um vetor de crescimento para a cidade”, afirma Andrade. Segundo ele, a vacância está alta e os preços não vivem um momento bom. “É uma das poucas regiões da capital paulista em que se encontram terrenos com mais de 5 mil m² de áreas continuas disponíveis.”

Oportunidade

Na opinião do coordenador de arquitetura do Centro Universitário Belas Artes, Sergio Lessa, a área já está em transformação há alguns anos e, por isso, o interesse imobiliário na região. “A alta possibilidade de locação apresentada, em comparação com outras regiões, justifica o aumento da procura”, observa. “A Faria Lima possui custo maior e menos opções.”

De acordo com Lessa, a expansão prevista pode ser excelente oportunidade para a cidade, já que terá edifícios corporativos, comércio e mobilidade. Ele pondera, porém, que se a infraestrutura não for adequada, a região terá problemas com trânsito e outros problemas.