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O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) registrou um aumento de 6% no número de vagas oferecidas no Estado de São Paulo no primeiro semestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. Os novos postos de estágio e de aprendiz somaram 6,9 mil vagas. Em âmbito nacional a elevação foi de 6,6%.

Os dados fazem parte do Boletim Estatístico Mensal (BEM), divulgado pelo CIEE com seu balanço semestral. A região metropolitana de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto foram as áreas do Estado que registraram os maiores índices do Brasil. Ao todo foram mais de 735 mil encaminhamentos para as 120 mil vagas. Totalizando 99.687 contratados efetivamente, entre estagiários e aprendizes. O número de contratos firmados, no entanto, registraram queda de 1,4 mil em comparação com 2018.

“Cada empresa tem uma expectativa, que pode não ser atendida. Por conta de uma revisão orçamentária, ou por falta de candidatos ideais”, esclarece o superintendente de operações do CIEE, Marcelo Gallo.

Apesar de tudo, ele segue confiante para o segundo semestre, pois explica que mercado estará mais aquecido devido a fatores como a redução da taxa Selic, os saques do FGTS e as demandas comerciais do fim de ano.

“Pensando na CIEE, os contratos de estágios são mais fáceis, porque não representam um vínculo empregatício”, afirma. O Estado de São Paulo possui os maiores valores de bolsa-auxílio do País. Os cursos que mais contratam estagiários são Direito (17,7%), Pedagogia (12,4%) e Administração (7,8%).

Os estudantes interessando em se inscrever no programa podem ir em uma das unidades físicas ou realizar pelo site oficial. O CIEE é mantido por contribuições de empresas e órgãos públicos.

Os altos índices de desempregos no Brasil desencadearam um aumento na concorrência por vaga. De acordo com Gallo, uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), com gestores de empresas, apurou que 83% dos casos de demissão ocorrem por conta de questões comportamentais. “As empresas procuram candidatos com dois tipos de competências, são elas: técnicas e socioemocionais”. As competências técnicas estariam voltadas para habilidades referentes a informática, idiomas, cálculos, e conhecimentos técnicos da sua área de atuação.