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A Prefeitura de São Paulo vai iniciar neste mês as obras de requalificação do Vale do Anhangabaú. Com reformas previstas para serem finalizadas em junho de 2020, o município espera atrair mais investimentos e movimento para a região central da cidade.

A projeção de investimento para as obras é de cerca de R$ 80 milhões, os recursos sairão do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (Fundurb). “Esse projeto vem da administração passada. Estamos dando continuidade pois entendemos que administração pública é uma corrida de revezamento”, destacou o prefeito Bruno Covas (PSDB) durante entrevista coletiva concedida à imprensa na manhã de ontem.

Com as reformas, o Vale do Anhangabaú receberá cafés, floriculturas, sanitários, ludoteca, entre outras atividades que farão parte da vida cotidiana do local. A ação faz parte de um amplo processo de requalificação do Centro, cujo objetivo é incentivar a sua ocupação e o seu uso, transformando os espaços públicos em lugares atrativos.

A intenção de revitalizar o Centro foi anunciada em janeiro pela Prefeitura. O objetivo da gestão municipal é mudar a concepção do paulistano em relação aos bairros da região central. Ou seja, colocar o Centro no roteiro de lazer das pessoas que moram na cidade.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, Fernando Chucre, uma das áreas para eventos já deverá ficar pronta para a próxima Virada Cultural. “As obras serão feitas em etapas. Também vamos manter algumas áreas para que os pedestres possam circular nesse período”, disse.

Mobilidade

Para fortalecer a sua característica como porta de acesso ao Centro, o projeto do Vale do Anhangabaú qualifica as conexões com transportes públicos (metrô e ônibus); com os espaços culturais da cidade (museus, cinemas e teatros); além dos edifícios de escritório.

A proposta de mobilidade para o Anhangabaú valoriza a circulação dos pedestres, recuperando integralmente o eixo da Avenida São João ao dotá-lo com o pavimento adequado aos critérios de acessibilidade e de sinalização. As funções e características das ruas Formosa e Anhangabaú serão reativadas com a implantação de quiosques, bancas de jornais e ludoteca, abrigadas dentro de um novo mobiliário urbano. Mais de 1,5 mil lugares serão distribuídos entre bancos e cadeiras, além de bebedouros, lixeiras e paraciclos. O objetivo, diz a Prefeitura, é favorecer a permanência da população e a apropriação do espaço.

Infraestrutura

Com referência ao antigo rio que deu nome ao Vale do Anhangabaú, a água será reintroduzida como elemento principal no espaço. A utilização da água no projeto tem papel fundamental na melhoria do microclima da região. A água é borrifada, molhando apenas o chão, e depois recolhida pelos ralos do equipamento. Serão 850 pontos de jatos d’água, com reaproveitamento de 90% do total e captação de 10%.

O projeto também valoriza as áreas ajardinadas e as árvores da área de intervenção. Para isso, a projeção é criar marquises verdes, formando ambientes sombreados que prometem melhorar o o microclima da região ao entorno.