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O faturamento real dos supermercados no Estado de São Paulo (deflacionado pelo IPS/FIPE ), no conceito de mesmas lojas – que considera as unidades em operação por 12 meses – registrou queda de 2,91% em maio, comparado ao mesmo mês do ano anterior. No ano, o índice demonstra retração de 0,75%, segundo dados Associação Paulista de Supermercados (APAS).

“Foi um mês difícil para as vendas, principalmente a partir da segunda quinzena de maio”, avaliou o economista da APAS, Thiago Berka, que atribuiu o desempenho abaixo do esperado à lenta retomada do emprego no país.

“Apesar de a taxa de desempregados ter caído de 12,7% para 12,3%, o setor ainda não sentiu os efeitos dessa ligeira melhora, que seria o aumento das vendas nos supermercados.

Desemprego

O país conta com 25% de profissionais sendo subutilizados, e 4,9% de desalentados. Ambos os resultados são recorde na história do Brasil, e isso é preocupante para o comércio como um todo devido à baixa geração de renda”, concluiu Berka.

Em relação à taxa de desemprego no estado de São Paulo, a da região metropolitana da capital continua com índice acima da média nacional segundo a SEADE, em 16,8%, aumentando 0,1% em relação a abril. É um resultado melhor que os 17,4% de maio de 2018, porém a renda real caiu 3,6% entre os ocupados. Isto explica a dificuldade da região da Grande São Paulo em recuperar suas vendas.

A aprovação da Reforma da Previdência, tão aguardada pelos supermercadistas para o primeiro semestre de 2019, começa só em julho a apresentar progresso, o que resultou na queda de confiança do setor.

Reforma

De acordo com o economista da APAS, a Reforma é fundamental para garantir um governo sustentável fiscalmente e para destravar o Congresso para votar mais pautas que contribuam com a retomada do emprego e, consequentemente, com a volta do consumo”. Outro motivo da piora do Índice de Vendas dos Supermercados de maio foi a queda no desempenho do interior, que sustentava o faturamento de todo o estado de São Paulo no positivo.