Publicado em

A Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) projeta o dobro de participantes no segmento até 2022. O movimento viria da ascensão do plano familiar – lançado em 2018 – e do avanço da reforma previdenciária.

O plano, iniciado em novembro, permite a adesão de familiares de até quarto grau de parentesco dos participantes. A expectativa do presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, é de que até o final deste ano, 80 das 260 associadas tenham criado um plano próprio. Atualmente, somente a Funcesp criou o produto.

“Dentro desse movimento, a expectativa é de que, em três anos, já tenhamos dobrado o número de participantes no segmento, de 3,4 milhões para um total de 7 milhões”, afirma.

Em 2018, a previdência complementar fechada (fundos de pensão) somou R$ 900 bilhões em ativos, um aumento de 7,4% em relação ao registrado em 2017 (R$ 838 bilhões). Além disso, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs), por sua vez, encerraram 2018 com 12,22% de ganhos, acima dos 6,42% do Depósito Interfinanceiro (DI), de 6,42%, mas abaixo da performance do Índice Bovespa, com 15,03% no período.

“Muitos fundos ainda surfam na onda de renda fixa, mas a melhora do País deve trazer maior apetite ao risco por parte dos gestores. Além disso, as discussões da reforma da Previdência também alimentam o setor e devem aumentar nossos ativos. É janela de oportunidade que não podemos perder”, complementou Martins.

Em busca de mudanças

Sobre a reforma da Previdência, porém, Martins diz que está em conversa com os secretários responsáveis, Rogério Marinho e Leonardo Rolim, em busca de mudanças no artigo 40 da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) relacionada ao assunto, que sugere abrir gestão da previdência complementar do servidor público para entidades abertas (atualmente, os fundos para servidores são geridos apenas por entidades fechadas).

“É algo que nos incomoda e preocupa porque a estrutura de governança dessas entidades é muito diferente para que se possa promover concorrência. Estamos atentos e esperamos mudanças para que o segmento possa crescer”, conclui.