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O Banco Pan projeta um caminho de maior crescimento econômico no País e impactos positivos em relação à carteira de crédito e inadimplência. O foco continua nas linhas de consignado, financiamento de veículos e cartão de crédito.

A carteira de crédito do Banco Pan encerrou o segundo trimestre deste ano com saldo de R$ 22,5 bilhões, avanço de 16% em relação ao observado em igual período de 2018 (R$ 19,4 bilhões).

Os destaques foram para as quatro principais linhas da carteira da instituição. A maior alta foi para a conta garantia, que atingiu 911,9 milhões (+42,7% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, de R$ 639,1 milhões).

As linhas “Core” do banco – que contém as modalidades de crédito consignado, financiamento para veículos e cartões de crédito e corresponde por 85% do total da carteira –, por sua vez, totalizou 19,159 bilhões, alta de 24,9% na mesma relação (era de R$ 15,345 bilhões em 2018).

Todas as demais linhas da instituição financeira, por outro lado, registraram queda no segundo trimestre contra igual intervalo de 2018.

Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores do Banco Pan, Carlos Eduardo Pereira Guimarães, apesar da instituição não dar guidance, “tendo a possibilidade, a máquina de originação está preparada para crescer”.

“A Carteira Core também continua sendo o principal foco. Além disso, os outros dois produtos de imobiliário e corporate já completam dois anos de run off e é natural que os créditos mais difíceis fiquem para o final”, explica.

As provisões do Banco Pan voltadas para operações de crédito subiram 10,2% nos três meses findos em junho contra o mesmo trimestre de 2018, de R$ 309,7 milhões para R$ 341,5 milhões. De acordo com Guimarães, há aproximadamente R$ 265 milhões em ativos não provisionados nas carteiras onde o banco está em run off.

“O que não significa que vamos provisionar esse montante. O que temos é um grau de provisão muito significativo e muito conservador nos ativos totais do banco para lidar com esses segmentos”, completa.

Os prejuízos com operações de crédito atingiram R$ 14,4 milhões, avanço de 9% na mesma comparação (eram R$ 13,2 milhões). A inadimplência da carteira de varejo, por sua vez, ficou em 5,3% no segundo trimestre, valor semelhante ao observado nos três primeiros meses do ano e uma queda de 0,5 ponto percentual ante igual período de 2018 (5,7%).

Conta digital

Quanto ao lançamento da conta digital, prevista para setembro, Guimarães afirma ser um movimento “muito importante” dentro da estratégia para a captura e fidelização de clientes. Vale destacar, porém, que o banco liderou o ranking de reclamações do Banco Central (BC) em junho, superando todos os grandes bancos do País.

“O momento do banco é de resultados relevantes e crescentes. Já temos oito ou dez parcerias em andamento e investimos cada vez mais para melhorar nosso atendimento”, acrescentou o diretor.

O Banco Pan registrou lucro líquido recorde no segundo trimestre, de R$ 117,7 milhões, mais do que o dobro do observado em iguais três meses do ano passado (R$ 42,2 milhões).

Ao final do pregão de ontem, os papéis da instituição caíram 5,81%, a R$ 11,35. Parte da queda veio da realização de lucros após o banco sinalizar, na terça-feira, que estuda a possibilidade de nova oferta pública para recomposição do percentual mínimo de ações em circulação (o chamado free float). No episódio, o papel teve valorização de 13,5% e fechou cotado em R$ 12,05.