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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2019, um crescimento de 436,7 % diante dos R$ 2,1 bilhões registrados no primeiro trimestre do ano anterior.

A evolução do desempenho é explicada sobretudo pelo melhor resultado com participações societárias (+ R$ 11,0 bilhões, equivalente a um aumento de 725,5% em relação ao mesmo período do exercício anterior) e pelo aumento de R$ 1,1 bilhão do produto com intermediação financeira (45% maior em relação ao primeiro trimestre de 2018).

O desempenho positivo com participações societárias do Sistema BNDES (incluindo BNDESPAR) no primeiro trimestre de 2019, de R$ 12,5 bilhões, refletiu o crescimento de R$ 9,3 bilhões (1.081,0%) do resultado com alienações de investimentos, com destaque para a alienação de ações de Fibria, Petrobras, Vale e Rede. Em 31 de março de 2019, a participação total do Sistema BNDES na Petrobras era de 13,90%, ante 15,0% em 31 de dezembro de 2018. As ações de Fibria e Rede Energia foram alienadas em sua totalidade, passando a BNDESPAR a não mais participar do capital dessas companhias. Também contribuiu para o lucro o resultado de equivalência patrimonial, que foi de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2019, ante R$ 123 milhões no primeiro trimestre de 2018.

A carteira de participações societárias (participações em coligadas e não coligadas e em fundos de investimento de renda variável), líquida de provisão para perdas, atingiu R$ 108,3 bilhões em março de 2019, um crescimento de R$ 11,9 bilhões (12,3 %) em relação à dezembro de 2018, decorrente da valorização da carteira de participações em sociedades não coligadas, especialmente dos investimentos em Petrobras, Suzano e Eletrobras.

Houve uma reversão de R$ 1,1 bilhão de despesa com provisão para risco de crédito no primeiro trimestre de 2019, ante uma reversão de despesa com provisão de R$ 361 milhões no primeiro trimestre de 2018. Já o resultado bruto de intermediação financeira apresentou aumento de R$ 1,1 bilhão (crescimento de 45,0%) em comparação ao mesmo trimestre de 2018, devido ao decréscimo das despesas com captação de recursos, influenciado pela antecipação dos pagamentos ao Tesouro Nacional, atenuado pela redução das receitas com operações de créditos e repasses e com títulos e valores mobiliários.

A carteira de crédito e repasses, líquida de provisão, que representou 58,6% dos ativos totais no período, registrou declínio de R$ 7,3 bilhões (1,5%) comparado a dezembro de 2018, em razão, basicamente, do volume de liquidações, que superou o de desembolsos em R$ 16,8 bilhões, atenuado por efeito cambial e de apropriação de juros e atualização monetária no período.