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O Ibovespa encerrou o pregão de ontem com alta de 0,24%, aos 103.180,59 pontos. Apesar de ter ficado momentaneamente no negativo ao longo da tarde, em meio à hesitação das bolsas de Nova York, uma forte realização de lucros puxou o índice para cima.

Segundo operadores, esse movimento veio principalmente em papéis de varejo e, em menor medida, do setor elétrico e acabou se contraponto à alta firme das ações da Vale, Petrobras e do setor financeiro, limitando os ganhos do principal índice da B3. No acumulado do mês, o Ibovespa tem alta de 2,02%.

Sem indicadores domésticos de peso para guiar os negócios, investidores operaram de olho no cenário externo e no noticiário corporativo, com a perspectiva de que a China adote medidas para estimular a economia – o que elevou o preço do minério em mais de 4% – e frente as apostas que o Banco Central Europeu (BCE) e o Fed afrouxem ainda mais a política monetária para combater a desaceleração da atividade.

Pegando carona na alta do preços do minério, as ações da Vale subiram 3,10% e as siderúrgicas registraram ganhos de mais de 4%, com destaque para o papel da Usiminas, que subiu mais de 8% e liderou os ganhos na carteira teórica do Ibovespa. Entre as demais blue chips, os bancos tiveram nova sessão de ganhos, embalados na expectativa de redução dos depósitos compulsórios.

Já os papéis da Petrobras avançaram mais de 1%, impulsionados pela valorização do petróleo e a publicação do edital do megaleilão de óleo excedente da sessão onerosa, que será realizado em novembro.

Os principais papéis de varejo e do setor imobiliários amargaram fortes quedas, com ações de Cyrela, B2W e Via Varejo perdendo mais de 5%. O Índice de Consumo (Icon) caiu 1,71%, e o Índice Imobiliário (Imob), 3,47%. Outro destaque negativo foi a JBS (-3,53%).

Mercado cambial

O dólar, por sua vez, começou a segunda-feira em queda, mas o movimento durou pouco e a moeda operou em alta na maior parta do dia. A sessão foi de volume baixo de negócios e marcada pela escassez de notícias capazes de influenciar os mercados, aqui e no exterior.

Os operadores atribuem a alta da moeda a fatores técnicos, que inclui saída de capital do país e um movimento de recomposição de posições após as mudanças da semana passada. No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,46%, a R$ 4,0987. No mercado futuro, era negociado a R$ 4,10.

A falta de notícias contribuiu para esfriar o volume de negócio, que somou US$ 15 bilhões no mercado futuro, ante média de US$ 18 bilhões.

No exterior, o dólar tinha leve queda ante moedas fortes, com o índice DXY cedendo 0,11%. Ante emergentes, a moeda norte-americana operava mista, subindo por exemplo ante a lira turca (+0,70%) e o peso mexicano (+0,26%) e caindo na Rússia (-0,33%) e na África do Sul (-0,17%).

O mercado de juros começou a semana com oscilação restrita das taxas e liquidez baixa, refletindo a agenda doméstica fraca e o compasso de espera. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020, que melhor reflete as expectativas para as reuniões do Copom em 2019, encerrou na mínima de 5,305%, de 5,328% no ajuste, e o DI para janeiro de 2021 foi a 5,34%, de 5,368%. A taxa para janeiro de 2023 caiu de 6,451% para 6,42% e o DI para janeiro de 2025 ficou em 6,98%, de 7,001%. /Estadão Conteúdo