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O Bradesco, que abre hoje a temporada de divulgações de resultados do primeiro trimestre entre os bancos, apresentou lucro líquido recorrente de R$ 6,238 bilhões de janeiro a março, cifra 22,3% maior que um ano antes, de R$ 5,102 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando o montante alcançou R$ 5,830 bilhões, teve alta de 7,0%.

O resultado do primeiro trimestre foi motivado, conforme destaca o Bradesco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, pelo desempenho operacional com melhores margens financeiras com clientes, menores gastos com provisões (PDD) e linhas de seguros e receitas com serviços.

O banco destaca o fato de os primeiros indicadores de atividade econômica de 2019 terem apresentado resultados menores do que o esperado. As condições para uma aceleração do crescimento, na visão do Bradesco, continuam presentes, com inflação e juros em patamares baixos e expansão do crédito com taxas de inadimplência reduzidas. "A aprovação da proposta da Nova Previdência nos próximos meses constitui condição fundamental para reequilíbrio das contas públicas no médio prazo, com importante impacto na confiança dos agentes econômicos e, consequentemente, retorno de investimentos privados", atenta o banco, no documento.

A carteira de crédito do Bradesco encerrou março em R$ 548,294 bilhões, aumento de 3,1% em relação ao fim de dezembro, quando somou R$ 531,615 bilhões. No comparativo anual, quando estava em R$ 486,645 bilhões, o crescimento chegou a 12,7%.

No primeiro trimestre, os empréstimos do banco foram impulsionados tanto por pessoas jurídicas como físicas, com expansões de 3,3% e 2,8% em relação aos três meses anteriores, respectivamente. Ante o mesmo período do ano passado, os avanços foram de 12,7% e 12,6%, na mesma ordem.

O Bradesco fechou março com R$ 1,388 trilhão em ativos totais, cifra 6,5% superior em um ano, quando estava em 1,304 trilhão. Na comparação com dezembro, de R$ 1,386 trilhão, a alta foi de 0,2%.

O patrimônio líquido do Bradesco alcançou R$ 126,674 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 11,3% em um ano e de 4,6% na comparação com os três meses anteriores. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) foi a 20,5% no fim de março, melhora de 0,8 ponto porcentual ante dezembro, de 19,7%, e 1,9 p.p. em um ano, de 18,6%. "É o mais elevado dos últimos 15 trimestres", destaca o banco.

Ajustes

O Bradesco anunciou ainda lucro líquido contábil de R$ 5,820 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 30,3% ante um ano, de R$ 4,467 bilhões. Ante os três meses anteriores, de R$ 5,080 bilhões, a cifra foi 14,6% maior. A diferença entre o lucro líquido recorrente e o contábil se dá, principalmente, por R$ 373 milhões de ágio pela aquisição do HSBC.