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Os contratos futuros do cobre fecharam em alta nesta sexta-feira, em meio a sinalizações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do líder chinês, Xi Jinping, de que as negociações entre os dois países para a assinatura da chamada "fase 1" do acordo comercial avançam, ainda que os dois tenham também feito ameaças.

O cobre para dezembro subiu 0,93%, a US$ 2,6480 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), com ganho semanal de 0,34%. Já o cobre para três meses registrou alta de 0,45%, a US$ 5.855,00 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), com avanço de 0,05% na semana.

Em entrevista à Fox News nesta manhã, Trump disse que um entendimento comercial entre Washington e Pequim está "muito perto", embora tenha voltado a criticar a China por supostamente "tirar vantagem" dos EUA há anos.

Trump também disse ter alertado Xi Jinping a não mandar soldados para combater os protestos em Hong Kong. A situação no território semiautônomo se tornou um possível entrave para as negociações sino-americanas, após o Congresso americano ter aprovado nesta semana um projeto de lei em apoio aos manifestantes.

Xi Jinping, por sua vez, disse nesta madrugada que mantém uma "atitude positiva" em relação às negociações comerciais com os EUA, mas ameaçou "retaliar" caso a disputa se prolongue.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio fechou em alta de 0,29%, a US$ 1.739 a tonelada, o chumbo subiu 0,41%, a US$ 1.966 a tonelada, o níquel registrou baixa de 0,28%, a 14.445 a tonelada, o estanho recuou 0,46%, a US$ 16.350 a tonelada e o zinco caiu 0,17, a US$ 2.307 a tonelada.