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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em baixa nesta segunda-feira, com ações de bancos entre as maiores pressões negativas, novamente sem força para se sustentar acima dos 100 mil pontos.

Os ativos perderam força à tarde, quando o dólar ganhou força frente ao real. O Ibovespa <.BVSP> caiu 0,34%, a 99.468,67 pontos. O giro financeiro somou 26,3 bilhões de reais, inflado pelo vencimento de opções de ações, de 10,2 bilhões de reais.

Profissionais de renda variável citaram comentários de uma autoridade do Federal Reserve como uma das possíveis razões para o enfraquecimento das ações, uma vez que não sinalizou disposição para apoiar novos cortes de juros.

Em Nova York, o presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, disse que as condições econômicas dos EUA ainda são boas e que uma política de estímulo poderia encorajar um endividamento preocupante.

Para o analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, o comentário não corrobora o cenário de corte nas taxas de juros norte-americanas, que tende a beneficiar ativos de mercados emergentes como é o caso das ações brasileiras.

"O comentário colocou um ponto de interrogação sobre a continuidade da política de corte", citou. "E com a continuidade sendo posta em dúvida... a chance dos capitais estrangeiros virem para nossa bolsa se torna mais diminuta", acrescentou.

O embate comercial entre EUA e China também segue adicionando volatilidade nos negócios, mantendo os receios com o ritmo da economia global, mesmo com perspectivas de estímulos na China e Alemanha e dados melhores da economia norte-americana.

Em Wall Street prevaleceu a repercussão positiva às expectativas de estímulos, com o S&P 500 <.SPX> encerrando em alta de 1,21%.

 

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN recuou 0,44% e BRADESCO PN cedeu 1,44%. BANCO DO BRASIL perdeu 1,97%.

 

- VALE perdeu 0,09%, diante da queda dos contratos futuros de minério de ferro na China.

 

- VIA VAREJO ON despencou 5,48%, na quarta queda consecutiva após a empresa divulgar seu balanço trimestral.

 

- PETROBRAS PN valorizou-se 0,5%, tendo a alta do petróleo no exterior como pano de fundo, além do vencimento de opções, uma vez que as ações costumam aparecer entre as séries mais líquidas do exercício. PETROBRAS ON subiu 1,36%.

 

- B3 avançou 2,25%, apoiada em números melhores sobre negociação no segmento Bovespa.

 

- KROTON subiu 0,65%, após registrar cinco sessões consecutivas de baixa. YDUQS (ex-Estácio) cedeu 0,41%.

 

- JBS perdeu 0,69%, após atingir cotação recorde de fechamento na última sexta-feira, com o ganho acumulado no mês chegando a 16,9%.

 

 

 

(Por Aluísio Alves)