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O setor de cartões movimentou R$ 850 bilhões na primeira metade do ano, volume 18% maior que o visto um ano antes, segundo a associação que representa o segmento, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Os cartões de crédito responderam por R$ 534,4 bilhões, aumento de 18,8%, e de débito R$ R$ 308 bilhões, aumento de 16%.

No segundo trimestre, o segmento cresceu a um ritmo ainda mais veloz. De abril a junho, a expansão foi de 19% ante um ano, totalizando cerca de R$ 430 bilhões. Do volume total, os cartões de crédito somaram R$ 274,5 bilhões, alta de 19,7%, e os de débito totalizaram R$ 155,2 bilhões, elevação de 16,8% em um ano.

"Apesar do cenário econômico desafiador, o setor de meios de pagamentos eletrônicos apresentou o maior crescimento trimestral em sete anos", disse o presidente da Abecs, Pedro Coutinho, em coletiva de imprensa, no período da manhã desta quarta-feira.

Segundo ele, a expansão do mercado tem como pano de fundo maior inclusão financeira, digitalização dos pagamentos e a maior competição no setor. "Não é só a guerra de maquininhas. A indústria inteira tem trabalhado em inovação, o que tem ajudado a reduzir os custos do setor", avaliou. "O Brasil ainda tem 45 milhões de desbancarizados", acrescentou.

A quantidade de compras com cartões de crédito, débito e pré-pagos no primeiro semestre passou da marca de 10,3 bilhões. Conforme Coutinho, isso corresponde a 40 mil transações por minuto.

Nesse contexto, Coutinho espera que o setor ultrapasse a projeção de movimentar R$ 1,8 trilhão em 2019, equivalente a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. "Seguramente, a representatividade do setor será maior no PIB nesse ritmo de crescimento. Vamos ultrapassar", afirmou.

Contribui, conforme o presidente da Abecs, eventos importantes no segundo semestre que devem garantir pujança ao mercado de cartões como, por exemplo, a Semana Brasil, criada pelo Governo de Jair Bolsonaro para incentivar o consumo; liberação dos pagamentos de PIS e Pasep e FGTS; Dia das Crianças; Black Friday e Natal. A perspectiva para os próximos cinco meses é de maior crescimento indústria.