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O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 0,6 ponto em junho ante maio, para 92,6 pontos, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice diminuiu 0,4 ponto, a quarta queda consecutiva.

“A primeira alta da confiança empresarial desde janeiro é um resultado favorável, mas que deve ser interpretada como uma acomodação e não como um marco de reversão da tendência declinante dos meses anteriores”, avaliou, por meio de nota, Aloisio Campelo Junior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

Segundo ele, somente uma mudança no quadro atual, que combina nível de atividade fraco e incerteza elevada, levará a uma recuperação consistente da confiança.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

Em junho, o Índice de Situação Atual (ISA-E) subiu 0,3 ponto, para 89,9 pontos. Apesar da ligeira melhora, o ISA-E tem oscilado numa estreita faixa em torno dos 90 pontos – considerada baixa em termos históricos – desde março de 2018. Já o Índice de Expectativas (IE-E) subiu 1,1 ponto no mês, para 99,3 pontos, recuperando parte da perda acumulada nos dois meses anteriores.

Houve piora na confiança em junho apenas da Indústria, que recuou 1,5 ponto. O setor de Serviços avançou 2,2 pontos, o Comércio cresceu 1,2 ponto, a Construção subiu 2,1 pontos. A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 4.543 empresas dos quatro setores entre os dias 3 e 25 de maio.

Consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) fechou junho com queda de 0,02%, ante alta de 0,22% em maio. Em 12 meses, a taxa também teve forte desaceleração de 4,99% para 3,73%, uma vez que também saiu da conta a variação de 1,19% de junho de 2018, bastante afetada pela greve dos caminhoneiros.

O índice, por sua vez, registrou aceleração ante a terceira quadrissemana de junho (-0,05%). A maior contribuição foi do grupo Alimentação, que teve menor deflação, de -0,42% para -0,09%, influenciado principalmente pelo item hortaliças e legumes (-3,06% para 0,34%).

Em contrapartida, as maiores influências individuais de baixa foram etanol (a despeito da deflação menor, de -4,97% para -4,54%), feijão carioca (-13,84% para -14,37%) e laranja pera (mesmo com a queda menos intensa, de -9,29% para -9,23%), além de gasolina e energia elétrica.