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As consultas e os enquadramentos de operações de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cresceram 6% e 12%, respectivamente, nos nove primeiros meses de 2018, frente a igual período de 2017.

Os crescimentos foram mais fortes nas consultas dos setores de indústria (+34%) e infraestrutura (+11%). Os enquadramentos também tiveram aumento significativo nesses dois segmentos: +45% e +17%, respectivamente.

Em números absolutos, as consultas à instituição atingiram R$ 79,2 bilhões e os enquadramentos chegaram a R$ R$ 74,5 bilhões.

Nos três primeiros trimestres, as aprovações de novos financiamentos pelo BNDES permaneceram relativamente estáveis e totalizaram R$ 50 bilhões, com uma redução de 1% em relação ao ano passado. Já os desembolsos do banco de fomento somaram R$ 43,6 bilhões entre janeiro e setembro de 2018, uma queda de 13% em comparação com o mesmo período de 2017.

No nove meses deste ano, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) receberam R$ 21,7 bilhões em liberações do BNDES. O montante equivale à metade (49,7%) do total desembolsado no período e representa um crescimento de 4% em comparação com mesmo acumulado de 2017. Outro destaque foi o setor de infraestrutura, que ficou responsável por 40,3% das liberações do BNDES – R$ 17,5 bilhões – nesses nove meses.

Considerados os últimos 12 meses, as consultas, os enquadramentos e as aprovações de novos financiamentos cresceram, respectivamente, 3%, 6%, e 3%, enquanto os desembolsos tiveram redução de 15%.

"É importante destacar que há um processo de defasagem entre contratações e desembolsos e que, no último ano, tivemos um crescimento nas consultas, nos enquadramentos e nas aprovações. Portanto, essa expansão ainda se refletirá nos desembolsos até o fim de 2018, que ficarão dentro do estimado inicialmente", disse o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, em nota.

Considerados os últimos 12 meses, as liberações para as MPMEs totalizaram R$ 30,6 bilhões, correspondendo a 47,6% do total desembolsado. Esse valor representou um crescimento de 8%.

Regionalmente, em 12 meses, as aprovações cresceram nas regiões Centro-Oeste (42%), Sudeste (8%) e Norte (2%), enquanto no Sul permaneceram estáveis (-1%) e caíram (-29%) no Nordeste.