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SÃO PAULO - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve nesta quarta-feira, por unanimidade, a meta para a taxa Selic na mínima histórica de 6,50% ao ano e disse que o balanço de riscos para a inflação evoluiu de maneira favorável, mas que, neste momento, o risco relacionado à agenda de reformas é preponderante.

Pesquisa Reuters mostrou que 18 de 19 analistas consultados esperavam manutenção da taxa.

No mercado de derivativos, a aposta predominante também era de estabilidade, mas contratos futuros de DI chegaram a indicar na semana passada mais de 20% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual.

A opção do Copom de manter a Selic se deu apesar do aumento da pressão por cortes da taxa, conforme a economia corre risco de entrar em recessão técnica, as expectativas de inflação perdem força –afastando-se mais do centro da meta-- e o mercado vê o ambiente político mais benigno, o que melhora a percepção sobre o encaminhamento da reforma da Previdência.

Com a manutenção da Selic nesta quarta-feira, o Copom evita mexer nos juros pela décima reunião consecutiva, um recorde do regime de metas de inflação no Brasil. Entre setembro de 2015 e agosto de 2016, o colegiado do BC deixou os juros em 14,25% por nove reuniões seguidas.

 

(Por José de Castro)