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A nota enviada anteriormente considerava que o reajuste nos jogos lotéricos ocorreria apenas a partir de janeiro. No entanto, a portaria sobre o tema estabelece que o aumento pode ocorrer a qualquer momento neste ano e que, a partir de 1º de janeiro, a Caixa poderá promover reajustes nos preços das apostas sem autorização prévia. Caso o aumento ocorra imediatamente, o impacto será de 0,13 ponto porcentual no IPCA deste ano. Se ocorresse a partir de janeiro de 2020, o efeito seria de 0,11 ponto porcentual na inflação oficial do ano que vem, conforme já mostrava o texto. Segue a nota reescrita.

O reajuste autorizado pelo governo dos jogos de loteria pode elevar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 0,13 ponto porcentual se ocorrer neste ano, nos cálculos do economista Leonardo França Costa, da Rosenberg Associados. Se ficar para 2020, como os jogos lotéricos perderam participação no índice depois da reponderação baseada na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, o efeito seria de 0,11 ponto sobre o IPCA.

Na portaria publicada nesta quinta no Diário Oficial da União (DOU), o governo autoriza o ajuste nos preços, que poderá ser feito a qualquer momento, em data a ser definida pela Caixa Econômica Federal, nas modalidades lotéricas que o banco administra. A partir de 1º de janeiro, a Caixa poderá promover reajustes nos preços das apostas sem autorização prévia.

Os porcentuais de reajuste autorizados variam de acordo com a aposta. A aposta simples da Mega-Sena passará a custar R$ 4,50 (atualmente ela custa R$ 3,50), um aumento autorizado de cerca de 28%. A aposta mínima da Quina passará dos atuais R$ 1,50 para R$ 2,00, alta de 25%. A Dupla-Sena subirá de R$ 2,00 para R$ 2,50, alta também de 25%. A aposta simples da Lotofácil passará de R$ 2,00 para R$ 2,50; a Lotomania terá aposta única de R$ 2,50.

O reajuste já estava contemplado no cenário de inflação da Rosenberg, que atualmente prevê 3,40% para o IPCA de 2019. Após o anúncio da bandeira vermelha na conta de luz no penúltimo mês do ano, o economista ajustou a projeção de 3,30% para 3,40%, porque passou a estimar que a bandeira de dezembro será amarela em vez de verde. Para 2020, a projeção é de 3,50%.