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Donos de empresas do menor porte estão mais confiantes no desempenho dos seus negócios e com a recuperação da economia brasileira, de acordo com estudos divulgados ontem (17).

Um deles é a sondagem realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em todas as capitais do País, a qual revela que o percentual de comerciantes e empresários de serviços que notaram piora na situação financeira de seus negócios diminuiu de 48% em 2016 para 30% em 2017, uma queda expressiva de 18 pontos percentuais em 12 meses.

De forma semelhante, no setor industrial, o Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, encomendado pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi) ao Datafolha, mostrou que 67% dos empresários da categoria preveem que obterão resultados positivos em 2018, atingindo o maior nível de otimismo desde 2014.

Quando a análise se detém ao quadro macroeconômico do país como um todo, no caso do levantamento do SPC e da CNDL, quatro em cada dez (42%) empresários do ramo de serviços consultados acreditam que as condições gerais da economia pioraram em 2017. No entanto, essa proporção caiu 20 pontos percentuais na comparação com a sondagem feita para 2016.

“Foram quatro anos turbulentos, marcados por retração no investimento e no consumo, além de desemprego em disparada, queda nas vendas e um cenário político instável, contaminando todo o ambiente de negócios no País. Agora, ao que parece, o empresário brasileiro começa a vislumbrar a possibilidade de uma retomada lenta e gradual dos negócios”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, por meio de nota.

No caso dos industriais, o presidente do Simpi, Joseph Couri, afirmou, também em nota, que o otimismo da categoria poderá ser favorável para a economia doméstica.

Conforme a pesquisa do sindicato, 48% dos micro e pequenos industriais acreditam na melhora da demanda dos clientes neste ano. Enquanto outros 37% apostam em retomada no investimento para aumentar a produção.

Para Couri, a conjuntura das pequenas indústrias, apesar de estar melhor em comparação com 2016, ainda exige cautela.