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São Paulo - A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) aumentou de 11,4% em março para 12,4% em abril, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) elaborada pela Fundação Seade e pelo Dieese.

O número de desempregados aumentou para 1,367 milhão de pessoas, 121 mil a mais do que no mês anterior. O resultado decorreu do crescimento de 0,9% da População Economicamente Ativa (PEA), com a entrada de 96 mil pessoas no mercado trabalho, e da redução de 0,3% no nível de ocupação, com a eliminação de 25 mil vagas.

O aumento da PEA vem ocorrendo desde fevereiro.

A retração do nível de ocupação foi puxada pela redução de postos de trabalho na indústria (-3,2%, o correspondente a 52 mil vagas fechadas) e, e em menor medida, no setor de serviços (-0,4%, ou 24 mil a menos) e em comércio e reparação de veículos (-0,2%, ou 4 mil postos fechados).

Loloian explicou que, na indústria, os segmentos de metal e mecânica são os que mais sofrem. A grande preocupação, porém, é o setor de serviços, que vinha relativamente bem até então. Houve redução de vagas em serviços de alimentação, artes, cultura, esportes, lazer e emprego doméstico. Em comércio, houve forte redução em lojas, hipermercados, oficinas e concessionárias.

Na contramão, a construção registrou crescimento de 7,1% no nível de ocupação, movimento considerado pontual, uma vez que o setor segue em desaceleração.

Renda em declínio

Entre fevereiro e março, o rendimento médio real diminuiu. Nos ocupados, o recuo foi de 1,8%, para R$ 1.893; entre os assalariados, de 1,5%, para R$ 1.914. A massa de rendimentos reais dos ocupados está 9% menor do que em março de 2014, uma retração equivalente a cerca de R$ 1 bilhão.

Se o rendimento continuar caindo, a ocupação em serviços tende a recuar e o nível de emprego pode ficar abaixo do verificado em 2014. "As pessoas vão deixar de gastar, comprar e fazer crediário", disse.