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O dólar à vista fechou ontem na maior queda (-0,76%) em duas semanas, encerrando em R$ 3,9561 após superar a resistência psicológica dos R$ 4 no início dos negócios na B3.

A última vez que a moeda norte-americana fechou na casa dos R$ 4 foi em primeiro de outubro do ano passado (R$ 4,0183). Entre os motivos para fechar em baixa, o diretor de política monetária do Banco Central (BC), Bruno Serra Fernandes, afirmou que a autoridade monetária não tem "preconceitos" em relação ao uso de qualquer instrumento cambial, e deu destaque à possibilidade da oferta de linhas em meio à alta do dólar para R$ 4.

"É importante registrar que não temos qualquer preconceito em relação a utilização de qualquer instrumento, quando e se as condições para tal estiverem presentes", disse ele em discurso em evento em São Paulo, segundo nota divulgada pelo BC.

“Entender o ambiente econômico em que estamos inseridos e, quando necessária, buscar a forma mais eficiente de intervenção, é dever do Banco Central", completou. Fernandes citou como instrumentos de intervenção, sem prejuízo ao regime de câmbio flutuante, os swaps cambiais, a oferta de linhas em dólar e os leilões de spot, ressalvando que estes últimos vêm sendo pouco usados devido ao desenvolvimento do mercado brasileiro de câmbio.

O diretor destacou que a perda de atratividade relativa do financiamento externo tem contribuído para a redução da liquidez em moeda estrangeira, afetando o seu custo. "De qualquer forma, nosso colchão de reservas e as características dos instrumentos que temos disponíveis, em especial a oferta de linhas, nos dão espaço para atuar”, diz. /Reuters