O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (1º) em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,157. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,148 na mínima e R$ 5,177 na máxima. O Ibovespa fechou em alta de 0,26%, aos 187.952,91 pontos.
Dólar hoje
Os mercados globais registraram uma sessão de alívio, com investidores acompanhando os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. Apesar de a tensão no Oriente Médio não ter sido totalmente dissipada, sinais de possível trégua reduziram a busca por proteção e pressionaram o dólar.
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas, recuava 0,29% no fim da tarde.
No mercado de commodities, o petróleo tipo Brent caiu 3,63%, negociado a US$ 100,79. As ações da Petrobras recuaram 2,67%, a R$ 47,17, acompanhando o movimento da commodity.
Por outro lado, papéis do setor financeiro avançaram. A Itaúsa subiu 1,43%, a R$ 14,18, e o Bradesco avançou 1,36%, a R$ 19,43. As ações estiveram entre as mais negociadas do dia.
Nos Estados Unidos, indicadores econômicos sustentaram o desempenho positivo das bolsas. O PMI subiu de 52,4 em fevereiro para 52,7 em março, segundo o Institute for Supply Management. Já o relatório da ADP indicou a criação de 62 mil vagas no setor privado, acima das expectativas.
Os dados reduziram preocupações com desaceleração da economia, ao mesmo tempo em que persistem riscos inflacionários ligados ao conflito no Oriente Médio. O Federal Reserve mantém postura cautelosa em relação aos juros.
Os principais índices em Nova York fecharam em alta:
Dow Jones: 46.565,86 pontos (+0,48%)
S&P 500: 6.573,89 pontos (+0,69%)
Nasdaq: 21.840,95 pontos (+1,16%)
Quanto está o ouro?
No mercado de metais, o ouro avançou. Na Comex, divisão da New York Mercantile Exchange, o contrato para maio subiu 2,92%, a US$ 4.783,20 por onça-troy. A prata para o mesmo mês avançou 1,55%, a US$ 76,078 por onça-troy.
Segundo a Sucden Financial, o movimento indica recuperação do fôlego do ouro, com ganhos ainda dependentes da trajetória do dólar e do petróleo. A avaliação é de que o cenário de curto prazo segue sustentado pela fraqueza da moeda americana.
O ING aponta que o metal acumula quatro sessões consecutivas de alta, impulsionado pela percepção de redução das tensões geopolíticas após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.
A instituição ressalta que o ouro segue sensível a um possível aperto de liquidez global e à valorização do dólar. Também destaca que dados sobre compras de bancos centrais serão relevantes para avaliar a continuidade do movimento.
Na análise técnica, Joseph Chai, da RHB Retail Research, afirma que o metal pode testar resistência em US$ 4.800 por onça, embora médias móveis de 20 e 50 dias ainda limitem avanços no curto prazo.





