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A alta nos custos da energia elétrica e do plano de saúde acelerou a inflação ao consumidor na primeira prévia de agosto do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) subiu 0,04% no primeiro decêndio de agosto, ante uma ligeira queda de 0,02% na mesma leitura de julho. Quatro das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas, com destaque para o grupo Habitação, que saiu de redução de 0,07% na primeira prévia de julho para elevação de 0,31% na primeira prévia de agosto. A tarifa de eletricidade residencial passou de uma queda de 0,84% para um aumento de 2,00% no período.

Os demais acréscimos ocorreram nas taxas de variação dos grupos Transportes (de -0,60% para -0,22%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,32% para 0,40%) e Despesas Diversas (de -0,05% para 0,05%). Houve influência da gasolina (de -2,26% para -1,16%), produtos farmacêuticos (-3,07% para 0,44%) e clínica veterinária (-0,75% para -0,07%).

Na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 0,51% para -0,36%), Vestuário (de 0,25% para -0,08%), Comunicação (de 0,24% para 0,00%) e Alimentação (de -0,03% para -0,06%), sob influência de itens como passagem aérea (de 11,40% para -11,16%), roupas (de 0,31% para -0,26%), pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,93% para -0,10%) e hortaliças e legumes (de 1,38% para -4,48%).