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A tarifa de energia elétrica teve uma alta de 4,48% em julho, segundo a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O item deu a maior contribuição para a inflação do mês, de 0,17 ponto porcentual.

"A inflação foi toda de (gastos com) habitação, especialmente de energia elétrica. Todos os demais resultados (de itens) se anulam", ressaltou Fernando Gonçalves, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE.

O gasto das famílias com Habitação subiu 1,20% em julho, respondendo por todo o IPCA do mês, uma contribuição de 0,19 ponto porcentual.

A conta de luz, principal destaque da inflação no mês, passou a ter incidência em julho da bandeira tarifária amarela, que onera as contas em R$ 1,50 a cada 100 kw/h consumidos.

"Era bandeira amarela em maio, foi para verde em junho, agora voltou amarela (em julho). Só que agora com cobrança extra de R$ 1,50, e não de R$ 1,00 como era (em maio)", lembrou Gonçalves.

Além disso, houve reajuste nas tarifas de energia elétrica em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

"São Paulo é a região que mais pesa no índice, então tudo contribui para essa alta (na conta de luz)", completou.

Ainda no grupo Habitação, a taxa de água e esgoto aumentou 0,73%, em decorrência de reajustes em Salvador, Goiânia, Porto Alegre e Recife.

Em Fortaleza, houve redução em 2 de julho do reajuste concedido inicialmente em fevereiro, mas a redução foi cancelada uma semana depois.