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As micro e pequenas empresas (MPEs) de São Paulo tiveram queda de 3,4% no faturamento real em julho ante o mesmo mês de 2017. Essa foi a maior queda na comparação anual deste ano, após cinco altas seguidas e uma queda de 0,5% em junho. Isso é o que aponta a pesquisa Indicadores feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP).

No total, a receita das MPEs paulistas em julho foi de R$ 61,7 bilhões. Com exceção da região do Grande ABC, todas as outras apresentaram queda. No acumulado do ano, as micro e pequenas apresentam crescimento de 3,2% sobre o mesmo período de 2017. O segmento do comércio, com alta de 10,5%, está puxando esse resultado, já que indústria (-3,1%) e serviços (-2,8%) registraram recuo.  

No munícipio de São Paulo, essas empresas amargaram uma diminuição de 13,9% no faturamento de julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Já as do interior registraram queda de 5,5% e os pequenos negócios da Região Metropolitana de São Paulo apresentaram recuo de 1,4% no faturamento em julho.

As pequenas empresas da região do Grande ABC tiveram alta de 21,5% nas receitas neste período. Esse resultado expressivo, aponta a pesquisa, se deu por conta da base fraca de comparação. Em julho de 2017, essa região teve o menor faturamento real da série histórica do indicador, que começou em 1999.

Em relação ao pessoal ocupado nas MPEs do Estado, os indicadores mostraram uma leve melhora. Há 0,1% mais pessoas ocupadas, com rendimento médio 0,5% maior e o valor da folha de salários paga pelas empresas subiu 1,7%, já descontada a inflação.

Expectativas

Para 47% dos donos de MPEs, o faturamento do negócio ficará estável nos próximos seis meses, enquanto 28% dos executivos acreditam em aumento da receita da empresa, ante 32% um ano antes. Outros 5% falam em piora.

Já sobre a economia do País, os empresários estão mais confiantes em relação ao ano passado. A maior parte deles, ou 52%, esperam por uma estabilidade, enquanto no ano passado esse número era de 45%. Apenas 8% dos empresários pensam que o cenário econômico vai piorar, ante 16% no ano passado.