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A Foregon, fintech especializada em criar ferramentas para a oferta de produtos financeiros lançará, na próxima semana, uma plataforma para consulta de score de crédito. O objetivo da iniciativa é dobrar as chances de acesso dos clientes a produtos financeiros.

De acordo com o CEO da Foregon, Gustavo Marquini, a análise do score (pontuação) de crédito será enviada diretamente ao consumidor, junto às opções de crédito adequadas ao risco e, consequentemente, com maiores chances de aceitação por parte das instituições. “Atualmente, a taxa de aprovação média dessas instituições é de 1% a 15%. Nosso objetivo é dobrar isso”, disse.

Com o score do usuário, a ferramenta sugere os produtos financeiros com maiores chances de aprovação, além de conteúdos que ajudam o consumidor a melhorar a sua nota de crédito e dicas de educação financeira. “Queremos que mais pessoas tenham acesso a produtos financeiros. Na prática, aumentar o score significa um menor risco de endividamento e, consequentemente, um maior controle de seu dinheiro. Junto a esse progresso vem o aumento de confiança das instituições financeiras que ficam mais seguras para aprovar o crédito” afirma Marquini.

Ele destaca que, atualmente, são 20 instituições financeiras já cadastradas na plataforma, oferecendo cerca de 60 produtos aos consumidores. “Temos uma certa dificuldade em teremos de tempo de integração, mas já existe uma fila de instituições financeiras esperando para operar na plataforma”, diz o executivo. “Em seis meses deveremos ter tudo ajustado”.

Segundo o CEO da fintech, outro objetivo da plataforma é alcançar um milhão de usuários cadastrados em três meses. “Parte dos clientes deve vir do crescimento orgânico da própria Foregon que conta, hoje, com um milhão e meio de usuários e cerca de três mil novos cadastros diários. Mas com certeza também veremos novos clientes”, acrescenta.

Neste primeiro momento, o público alvo da plataforma serão as classes C e D e o foco da ferramenta será, principalmente, pessoas físicas. “Já estamos estudando também oferecer o score e produtos voltados para empréstimos às pessoas jurídicas, mas isso só deve vir no segundo semestre deste ano”, diz Marquini.

Pontuação individual

Nessa metodologia, os scores de 0 a 200 são considerados ruins. De 201 a 400, a nota é tida como regular, enquanto os scores de 401 a 700 são considerados “bons”. Os índices de 701 a 1000 são considerados excelentes e mais fáceis de aprovação pelas instituições.