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A formalização expandiu 40,9% no emprego doméstico em 2014, na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo estudo da Fundação Seade em parceria com o Dieese, esse era o percentual de profissionais mensalistas com carteira assinada. Em 2013, 38,6% estavam nas mesmas condições. O avanço reflete a vigência da Emenda Constitucional n° 72, que ficou conhecida antes de sua aprovação como a PEC das Domésticas. A norma amplia os direitos trabalhistas da categoria.



Por outro lado, conforme o estudo "O emprego doméstico na região metropolitana de São Paulo de 2014", o percentual de mensalistas informais dentre esses profissionais caiu de 23,3% para 20,4%, na comparação entre 2013 e 2014. As diaristas representaram 38,7%, contra 38,1% em 2013.



Segmentando a categoria, houve acréscimo apenas no contingente de mensalistas com carteira assinada, de 3,6%. O número de mensalistas informais caiu 14,8%, e no caso das diaristas, 0,7%.



Em 2014, 60,2% das domésticas da Região Metropolitana de São Paulo residiam na Capital, parcela menor à registrada em 2013, de 61,4%. O restante, ou 39,6%, moravam nos demais municípios da região. Conforme o estudo, a mobilidade ainda é um problema para essas profissionais, cuja parcela relevante está longe do local de trabalho.



O rendimento médio real em 2014 permaneceu relativamente estável para as mensalistas formais, com alta de 0,5%, de R$ 6,56 para R$ 6,59. No caso das diaristas, a remuneração teve expansão de 6,3% (de R$ 8,05 para R$ 8,56). Mensalistas sem registro observaram alta de 14,1%, para R$ 8,56.



Segundo o estudo, a dificuldade de comprometer o baixo rendimento tem proporcionado desamparo assistencial às mensalistas informais. A fatia desse grupo que não contribui para a Previdência Social é grande, aponta o estudo, mesmo com a redução de 88,5% do total para 86,7%, na comparação entre 2013 e 2014.