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Houve queda de 15,88% na geração de emprego formal no primeiro trimestre deste ano comparado com o mesmo período do ano passado. Os dados são Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgado nesta quarta-feira, 24, pelo Ministério da Economia.

Por esta série, houve no primeiro trimestre deste ano geração de 164,2 mil empregos com carteira assinada. No primeiro trimestre de 2018, a criação de vagas formais havia sido de 195,2 mil.

Em março, após dois meses de resultados positivos, o Brasil fechou 43.196 vagas de emprego formal, de acordo com dados do Caged. O saldo negativo decorreu de 1.261.177 admissões e 1.304.373 demissões e contrariou estimativas de geração de vagas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam abertura de 44 mil a 150 mil postos, com media positiva em 82 mil vagas.

O resultado mensal negativo foi puxado principalmente pelo comércio, que fechou 28.803 postos formais em março, pela agropecuária, com 9.545 vagas fechadas, e pela construção civil, que encerrou 7.781 vagas com carteira assinada. Indústria de transformação, com fechamento de 3.080 postos, e serviços industriais de utilidade pública, com 662 menos vagas, também contribuíram para o saldo negativo. Por outro lado, tiveram saldo positivo a indústria extrativa mineral (528 novos postos), serviços (4.572 postos), e administração pública (1.575 vagas).

Estados

O Brasil registrou fechamento de vagas formais de emprego em 19 das 27 unidades da Federação em março. O pior desempenho foi registrado pelo Estado de Alagoas, que apresentou queda de 2,79% do emprego com carteira no mês (fechamento de 9.636 vagas).

No Sudeste, São Paulo apresentou retração de 0,07%, com encerramento de 8.007 vagas, e o Rio de Janeiro teve baixa de 0,21%, com o fechamento de 6.986 postos. O Espírito Santo apresentou queda de 0,12% do emprego formal, com o encerramento de 843 vagas.

Na outra ponta, Minas Gerais foi um dos oito Estados com resultado positivo, com alta de 0,13% do emprego formal (geração de 5.163 vagas).

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, afirmou ontem durante a divulgação que os empresários adiaram as “demissões naturais” que geralmente ocorrem no início de ano, em janeiro e fevereiro, para efetivá-las apenas em março. Isso, segundo ele, justifica o fato de 43.196 vagas com carteira assinada terem sido fechadas em março. “Entende-se a queda do emprego em março como um movimento entre os meses. Os empresários adiaram as demissões naturais de início de ano para março”, minimizou Dalcolmo.