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O ministro da Economia, Paulo Guedes confirmou ontem que o governo estuda a criação de um imposto único federal (Imposto sobre Valor Agregado - IVA). Segundo ele, o governo gostaria que cada Estado pudesse decidir se irá aderir ou não ao IVA.

Esse é um dos principais pontos de discordância do governo em relação à proposta que já está no Congresso, de autoria do deputado Baleia Rossi, e que quer criar um imposto nacional.

"Vamos trazer proposta de redução e simplificação de impostos, olhando dimensão social", afirmou.

O ministro elencou outras medidas em estudo pela equipe econômica além da reforma da Previdência, mas disse que o timing para que elas sejam enviadas ao Congresso depende da "política". Segundo ele, no dia seguinte à aprovação da Previdência os focos serão a reforma tributária e o novo pacto federativo.

"Se a Câmara preferir seguir com a reforma tributária, entraremos pelo Senado com o pacto federativo, que é a melhor ferramenta para redesenhar a política, a Federação e o País", completou. "O dinheiro está longe do povo. Está com os superministros em Brasília", repetiu.

Guedes voltou a defender a descentralização do orçamento como uma forma de empoderar parlamentares, governadores e prefeitos. "Vamos pegar fundos do Centro-Oeste, Nordeste, Norte, e dar para quem foi eleito pelo povo. Hoje há dinheiro carimbado em 280 fundos, frutos do lobby dos piratas privados", criticou.

Acordo Mercosul e Europa

O ministro da Economia disse também que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia possivelmente será fechado logo. "Estamos possivelmente a três, quatro semanas do acordo", diz. "Conversamos muito mais vezes com Argentina e com os europeus do que com norte-americanos. O Mercosul não funcionou para nenhum dos integrantes. E agora estamos conseguindo progredir nessa dimensão", afirmou Guedes. /Estadão Conteúdo