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SÃO PAULO - O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, pressionado particularmente pelo recuo das ações da Petrobras na esteira do declínio do petróleo no exterior, além de alguma cautela antes da divulgação do parecer do relator da reforma da Previdência.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa desvalorizou 0,65%, 98.320,88 pontos, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro. O volume financeiro somou 28,6 bilhões de reais.

Na primeira etapa do pregão, o Ibovespa chegou a oscilar acima dos 99 mil pontos, reagindo ainda à aprovação pelo Congresso Nacional de crédito suplementar para contornar a regra de ouro na véspera, mas também outras notícias de Brasília.

Entre elas, o anúncio da Caixa Econômica Federal de que devolverá ao governo de 3 bilhões de reais, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, acrescentando usará os recursos para reduzir a dívida pública.

Também repercutiu declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o parecer da reforma da Previdência previsto para a quinta-feira não deve incluir Estados e municípios.

Maia, contudo, acrescentou que o tema seguirá sendo discutido em busca de um acordo, assim como o regime de capitalização, o que corroborou alguma cautela no pregão.

O estrategista chefe da Guide Investimentos, Luiz Gustavo Pereira, destacou que o desempenho do Ibovespa refletiu uma atitude de investidores de 'esperar para ver', na expectativa de avanço sobre a reforma da Previdência.

Na mesma linha, o especialista em ações da consultoria Levante, Eduardo Guimarães, destacou que, nesta sessão, prevaleceu certa cautela antes da apresentação do parecer da reforma na comissão especial da Câmara.

O pregão fechou com o mercado na expectativa de entrevista coletiva do presidente da Câmara, acompanhado de líderes da Casa e do relator da reforma na comissão, Samuel Moreira (PSDB-SP), prevista para o final da tarde desta quarta-feira.

No cenário externo, em meio ao recuo dos preços do petróleo, a queda das ações de energia minaram Wall Street, assim como o recuos de papéis de bancos diante de perspectivas de cortes de juros nos Estados Unidos.

 

DESTAQUES

-PETROBRAS PN caiu 1,1% e PETROBRAS ON perdeu 1,5%, acompanhando forte queda no preço do petróleo, que foi enfraquecido por um aumento inesperado nos estoques da commodity nos EUA e por uma perspectiva ruim para a demanda global. Também no radar esteve julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) para desinvestir em campos de petróleo.

 

- BANCO DO BRASIL recuou 0,9%, também pesando no Ibovespa, tendo de pano de fundo comentários do ministro da Fazenda, de que, além da Caixa Econômica Federal, mais bancos públicos trabalham para honrar compromissos com a União. No setor, BRADESCO PN caiu 1,1% e ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,6%, em linha com seus pares nas bolsas dos EUA.

 

-CSN fechou em baixa de 5,6%, maior queda do Ibovespa. Analistas do Morgan Stanley cortaram a recomendação para as ações para 'equal-weight'. USIMINAS, que também teve recomendação reduzida pelos analistas do banco para 'equal-weight', perdeu 2,3%. GERDAU PN, que continuou com 'overweight', recuou 0,75%

 

- VALE teve alta de 0,1%, apesar de futuros do minério de ferro na China ampliarem a alta para níveis recordes nesta quarta-feira.

 

-GPA encerrou com variação positiva de apenas 0,4%, longe da máxima do dia, quando avançou 3,76%. O conselho de administração do grupo aprovou a venda da sua participação na Via Varejo por pelo menos 2,23 bilhões de reais, em leilão marcado para o próximo dia 14. A decisão ocorreu após o acionista Michael Klein prometer adquirir todas as ações da Via Varejo detidas pelo GPA pelo preço máximo de 4,75 reais por papel no caso de leilão. VIA VAREJO caiu 3,2%.

 

- MAGAZINE LUIZA caiu 1,96%, tendo no radar que o Grupo SBF, operadora das lojas Centauro no Brasil, aumentou sua oferta para a varejista online de esportes Netshoes para 3,70 dólares por ação, nova investida para tentar superar a concorrente Magazine Luiza. Em Nova York, NETSHOES disparou 13%.

 

- RD valorizou-se 1,5%, entre as maiores altas da sessão, encerrando o quinto pregão consecutivo no azul, o que levou a cotação para o maior patamar de fechamento desde setembro de 2018.